terça-feira, 31 de janeiro de 2017

PARA ELE E PARA ELA (2)

- Que dia é hoje Carlinhos?
- Sexta feira minha linda!
- Porque minha linda?
- Uai, é assim que te vejo!
- Mas você nunca diz isso!
- Se não digo sempre é pra valorizar a palavra “minha linda”!
- Tem alguma coisa errada? – pergunta a “linda”
- Claro que não! – responde Carlinhos tomando um café.
- Tem sim. Tenho certeza que tem!
- Não tem não meu amor.
- Que meu amor?
- Você!!!
- Com certeza tem algo errado!
Carlinhos acabou seu café, deu um beijo na esposa ao sair para o trabalho.
- Que beijo foi este?
- Como assim? - estranhou Carlinhos
- Sei lá...diferente!
- É o meu beijo de hoje. –disse completando – Tenho de ir querida, estou bem atrasado.
- Querida, oh meu Deus! – resmungou ela.
- Tchau!
Ele foi embora alegre, pois vira o teste de gravidez positivo da esposa e não estava se aguentando pelo fato de ser pai. Como sua esposa não havia feito nenhum comentário imaginou que ela poderia estar esperando um momento adequado para falar da “surpresa” assim, evitou falar sobre o assunto. Evitou falar, mas as demonstrações eram de puro encantamento.
Ela, sabendo que a situação financeira dos dois não era lá grande coisa, ficou preocupada com o teste de gravidez positivo que fizera no dia anterior. Mais preocupada ainda com a atitude “excessivamente” carinhosa do marido.

Resultado da manhã:

Para ele, chegando ao serviço: “Pessoal, charuto pra todo mundo, vou ser pai!!!”

Para ela, chorando, em ligação para a melhor amiga: “Odete, o Carlinhos está me traindo e estou grávida!”.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

FÉ - A FERRAMENTA (2)

Os cabelos muito brancos e bem penteados davam realce aquela senhorinha que descia do táxi. A maquiagem discreta e bem feita mostrava que tinha uma boa condição social. Suas roupas sem serem chamativas, eram elegantes e, assim sendo: finas e discretas. Cores claras e tecidos leves embelezavam sua idade. A sua frente estava a imponente Catedral de São Sebastião. Com passos muito lentos, *claudicando, subia os degraus que davam acesso a entrada principal. Percebiam-se mudanças em suas feições a cada degrau vencido, mostrando o esforço que fazia. Em sua mão direita uma pequena bengala, delicada como a dona, servia de apoio a cada lance de escada; na outra, um terço que se notava por um pequeno crucifixo solto e pelas contas que davam voltas em sua mão.
Dei tratos a bola para imaginar o porquê da sua presença e pensei: Fé.
Fé, de quem acredita verdadeiramente e de forma incondicional em algo que consegue mover-nos, como no caso desta senhora, e enfrentarmos dores por depositar nesta crença todas as esperanças. Não poderia imaginar se veio em busca de cura ou de suporte para sua dor. Não importa! Ela veio!
Num último relance, vi seu vulto adentrando a igreja e nunca mais a vi.
O meu imaginário (Pois, na realidade, não sabia a razão daquela senhora estar vindo a Igreja) se deve ao fato de que deveríamos todos nós, ter este tipo de suporte em nossas vidas. Por qualquer razão, melhor, por todas as razões independentes da sua crença: Ter Fé.

Fé é aquela ferramenta que remove montanhas. Muito útil!!!

*Claudicando v.i - Coxeando, mancando, andando com dificuldades e puxando de uma perna.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

DEPRESSÃO (2)

A depressão em algumas pessoas as torna intoleráveis, amargas, frustradas... Penso que a falta de objetivo, não importa ser simples, seja o causador desta situação. Trazer objetivos a nossa vida, um Norte a alcançar, não permite esta situação depressiva tão comum nos dias de hoje. Pode não ser verdade em alguns casos, mas será útil na maioria deles. É bem simples explicar: se você tem algo a fazer (Seu objetivo) não existirá tempo para depressão.

Você estará ocupado (a)!

Desde quando eram muito pequenos, sempre falo para os meus netos: “Tenham um objetivo nas suas vidas, mirem todas as suas atividades para alcançá-lo e mais, não permitam que nada ou ninguém tirem a sua atenção deste foco. É a única maneira de se conseguir alcançar algo!!!”.
Quem está ocupado pode ficar cansado, preocupado, tenso e, quem sabe, nervoso algumas vezes, mas... não terá tempo para a depressão.

A depressão é um desvio emocional que pode ter um caminho de volta bastante difícil.

Evite! Tenha uma atividade, um objetivo!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ADAPTAÇÃO (2)

 A adaptação dos animais, as mudanças que fazemos em seu habitat, deveria oferecer algum exemplo para nós. Aprendermos a nos adaptar as nossas próprias condições: econômicas, pessoais, culturais, etc.
Seria melhor se dissesse antes que não deveríamos fazer estas alterações que estão mudando as condições climáticas no mundo. Não adianta dizer, já fizemos. Quem sabe tenhamos tempo de corrigir. Estava vendo uma reportagem sobre um fotógrafo que resolveu fazer as nascentes renascerem em sua fazenda e....fantástico, conseguiu! Reflorestou. Hoje, existem na região onde mora, várias pessoas buscando este objetivo. O reflorestamento, onde haviam pequenas minas que secaram, cria condições para reverterem o mal feito.

Divaguei!

Na verdade estava pensando como o João-de-barro, o sabiá e outros passarinhos, deixando de lado qualquer receio, acompanham a máquina de cortar grama para garantir uma refeição. A movimentação da grama coloca grilos e outros pequenos insetos como se fosse um prato feito aos passarinhos. É ligar a máquina e começam a aparecer sabendo da possibilidade de um banquete free. E vão chegando sem convite e sem-cerimônia.
De repente, uma sabiá sai voando com uma lagarta no bico. Parece que a ouço dizendo:

- Querido, vou levar um lanche para as crianças, já volto!


domingo, 22 de janeiro de 2017

DIFÍCIL, NÃO IMPOSSÍVEL



Nós, às vezes, não sabemos do sabor do dia que está por vir e, de súbito, aparece alguém que o deixará melhor do que poderia ser. Tentar ser a pessoa que pode mudar o dia de outra, independente da relação que possa haver entre elas, é tudo. Isto faz parte de pessoas especiais, que de alguma forma fazem a diferença na vida do outro.

Difícil, não impossível!

Lembra, meio de viés, o pensamento de Friedrich Nietzsche, filósofo alemão: “Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia.”