segunda-feira, 16 de outubro de 2017

PARA CORA CORALINA (2)

Alguma pedra solta em minha história
Traz-me à lembrança Coralina
Que com as pedras conviveu.
Delas extraiu a vida.
Com elas acendeu o fogo.
A faísca amorosa das pedras
Que acalentaram seus sonhos.
A mulher forte que venceu seu meio
E colocou no mundo os filhos e os versos.
E de onde veio o despertar poético?
Das pedras da cidade de Goiás
Da dura aparência de sua geologia
Despertou dentro de si o canto recatado
Em universal poesia
E não sabia ela que era o canto
Que o verso dentro dela já vivia.

Dizem que por lá ainda mora
Às margens do Rio Vermelho
A Coralina que se chamava Cora


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