terça-feira, 13 de junho de 2017

PERDÃO (2)

Difícil pedir para alguns. Difícil de aceitar para outros.

Óticas diferentes para o mesmo assunto. A verdade é que não deveríamos permitir a necessidade de usar este pedido: o do “perdão”. Penso que seja impossível alguém não ter tido, em algum momento de sua vida, a necessidade de pedir perdão a alguém. É, é impossível! Se existiu, foi santo (a). Certo que, para a maioria de nós, temos diariamente um pedido de perdão a fazer. É bom notar que perdão está em uma escala de valor muito acima da desculpa.

Muito acima!

Desculpa se pede por derramar o café na mesa, pela toalha jogada no chão do banheiro, pela porta da geladeira aberta, pela luz deixada acesa fora de hora. Relembrando: a desculpa está classificada em grau bem inferior na escala de ofensas. Ela está mais para pequenos desastres diários.

Vamos ao pedido de perdão:

Solicito através deste requerimento o seu perdão. Abaixo assinado fulano de tal. Seria bom se assim fosse, estaria formalizado o pedido que deveria ser aceito com a rubrica do ofendido. Tudo legalizado em cartório com firma reconhecida. Perdão pedido e aceito sem possibilidade de reclamações posteriores. Seria a prova do pedido e, fundamental, a prova da aceitação. Quando a pessoa ofendida fosse lembrar-se do assunto, e isto acontece demais, o ofensor sacaria do seu documento de mágoa perdoada, de perdão aceito, pondo termo a um assunto que deveria estar esquecido visto que documentado.

Como não pensamos nisto antes? Como?

Sou um gênio!

Não, não sou, estou apenas “arranjando desculpas” para os meus pedidos de “perdões esquecidos”. Eles estão como em uma biblioteca sem bibliotecário (a), desarrumados e empoeirados pedindo para serem limpos. Interessante que coloquei as duas situações logo acima com a gravidade inerente a cada uma delas. Complicado!

Melhor seria não errar, mas como dizem: "Herrar é umano!”.


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