sábado, 18 de março de 2017

VOU TENTAR AMANHÃ (2)

Estava vendo a chuva cair, quando um sentimento nostálgico me invadiu, no momento em que me preparava para escrever meu texto diário.

Chuva que lembra lágrimas.

Falando muito da chuva nestes tempos de chuvas farturentas, nada mais natural. Melhor assim que assado. É de manhã, a tarde, a noite e madrugada a fora. São Pedro deixou a torneira celestial aberta.

A insatisfação nossa de cada dia se posicionando de forma errada, na hora errada, contra a coisa errada.

Por sorte, demorei um pouco mais a levantar-me da cadeira onde estava e pude sentir um vento que chegava empurrando as nuvens e abrindo brechas para um sol tímido se achegar. Sorte minha! A nostalgia me abandonou. Com a fuga das nuvens o sol se tornou absoluto: Rei!

Minhas ideias se foram com as nuvens. E agora?

Agora, sentado em frente meu computador, fico com os olhos perdidos, um pouco na tela, um pouco no teclado. Meus dedos em busca da primeira letra, a primeira palavra para romper definitivamente com este marasmo, esta paradeira motivacional. Reposiciono alguns objetos que cercam o computador, em uma tentativa de organizar o que não se organizará jamais.

Cadê assunto?

Preciso entender a lógica do escritor. Isto é, se existe esta lógica. Existe mesmo é a inspiração que, definitivamente, não tem nada com a lógica no seu primeiro momento. Preciso da facilidade do cronista diário. Preciso de muito mais.

Preciso que me perdoem meus amigos. Vou tentar amanhã!


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