terça-feira, 7 de março de 2017

NÃO TENHO TEMPO PARA FICAR VELHO! (2)

É verdade, estou ocupado demais. Se o corpo já não é mais o mesmo, paciência! Isto é a consequência da idade. Posso garantir que minha idade não me coloca entre os velhos.

Não tenho tempo para isto!

Realizo sonhos que os mais jovens não se permitem.

De certa forma, encho a minha vida de projetos a serem realizados desde o momento em que entrei na fase da vida em que, os mais jovens, nos chamam de velhos. Percebo que a idade, não a velhice, pode nos trazer determinação e garra. E pode, estou vivendo isto. Fala-se muito da esperança e pouco da atividade em alcançá-la. É, tem que ser desta forma: agir para tornar a esperança algo factível. Esperança não cai do céu na sua apresentação mais verdadeira, ela é mais o resultado de um trabalho objetivo. Salvo se você está à espera de um milagre. Aí já é outro departamento.

Não gosto de reviver o passado na sua forma única de me apresentar aos outros, seria muita velhice de minha parte; sou mais hoje do que fui antes. Gosto de reviver o passado “*en passant”. Tenho quase que exclusiva preferência por falar de futuro. Sim, às vezes falamos de algum futuro tenebroso em relação as nossas expectativas políticas. Mesmo o fato de o futuro previsto ser isto ou aquilo, pretendo organizar o meu lado para que possa mudá-lo para melhor: trabalho. Entra aqui a minha atividade pessoal que recoloca a velhice em segundo plano ou quinto. Não entra nas considerações das minhas atividades.

Arrematando: “Os sonhos que carrego não cabem na cabeça de um velho.“


*En passant -Francês - Literalmente, 'passando, ao passar'; de passagem, acidentalmente. Pronúncia - an paçan


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