quinta-feira, 9 de novembro de 2017

DOR (2)

Se um dia, este medonho monstro
Que me prende e assusta
Fosse embora,
Já nem sei como seria.
Fui tão preso,
Tão encarcerado,
Que a liberdade me sufocaria.
Perderia a minha identidade,
Fugiria do que sempre fui.
Assim, sem luta,
Seria o meu viver:
Glacial, parado, enfadonho.
Se fosse embora quem me prende e
Assusta...
Este monstro medonho.


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

LIXEIRA MENTAL (2)

A lixeira do desnecessário mental deveria ser um equipamento de utilidade pública ou divina? Se divina, deveria estar incorporado ao nosso software de nascença, mas não está. Oh! Meu Deus, que falha! Penso que poderíamos ter uma matéria escolar com esta característica, qualquer coisa como: “Análise dos dejetos mentais e sua eliminação precoce”. É muito comum focarmos em assuntos que levam a nada. Tomam o nosso tempo. Criam situações conflitantes. Cansa mentalmente ao que incorpora esta condição e, cansa muito mais, aos que rodeiam esta pessoa. O que eleva ao grau de grandeza extrema, este incomodo alheio, é a forma com que estes dejetos são acrescentados ao nosso dia a dia de forma repetitiva, maçante e, novamente, cansativa. Como não perceber que não se chega a lugar algum com estas situações? Como não sentir o stress que causam estas ocasiões? Parece coisa de sado masoquista: gostar de sofrer e causar sofrimento.

Às vezes vejo estas pessoas como aquele cachorro que corre atrás de um carro latindo enraivecido. Corre desesperado e, depois de muito correr para, bufando e espumando pela boca sem ter conseguido o seu intento.

- Você já viu isto seguramente?

- Já!

- Todo mundo já viu!

E assim, por falta total de entendimento do que acontece se repete... SEMPRE!

No cachorro entendo, nas pessoas não!

Porque algumas pessoas se dedicam a causar este mal a outras? Sim, porque fazem isto?

- Não sei!

Não param para pensar, é o que consigo inferir desta estranha circunstância. Pensar, eis a questão!

Faltou na infância a matéria: “Análise dos dejetos mentais e sua eliminação precoce”.

Vamos ter que aguentar!!!


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

EXPLICANDO UM SONETO (2)

Para fazer um soneto perfeito
Quatorze versos terá no total,
Metrificar será o outro conceito
Do verso primeiro ao verso final

Duas estrofes terão quatro versos
As outras duas somente com três.
Assim como os temas, os mais diversos,
Agora o soneto é tema da vez.

Ficará sem a rima inconsistente,
Perde a doçura que é tão pertinente,
Perde-se a música, o instante, o momento.

Assim, embora pareça obsoleto,
Toda estrutura formal do soneto
Comporta em si mesma o encantamento



terça-feira, 31 de outubro de 2017

A PREGUIÇA (2)

Quantas vezes não dizemos: “Hoje gostaria de ficar em casa!”.

É aquela questão da liberdade, livre arbítrio. Até podemos praticar esta pequena transgressão, quando transgressão, em pouquíssimas ocasiões. Como foi dito, temos o livre arbítrio. Não podemos esquecer de que a moeda tem dois lados: sempre!

Aquela preguiça que fica parelha com a negligência é perigosa.

A primeira lei de Newton: Lei da Inércia se aplica neste nosso assunto com propriedade: “Por inércia, um corpo em repouso tende a continuar em repouso”. Continuar em repouso tem nome: preguiça. Daí fica a dúvida se a palavra procrastinação que tem como sinônimos: adiar, delongar, postergar, e por aí vai, se aplica aqui. Sei não!

A psicologia, cuja finalidade é estudar o comportamento humano com seus relacionamentos mentais: pensamentos, sentimentos, razões e atitudes, não vão explicar ao guri deitado em um sofá, com um saco de batatas fritas e um game conectado que ele está na condição do preguiçoso.

-Vai?

- Nunca!

Participando ativamente dos sete pecados capitais a preguiça é bem pontuada neste rank.

- Olha a pontuação subindo aí gente!!!

Uma pequena violação não trará consequências mais sérias.

- É verdade!

A repetição será danosa. Cabendo neste momento a pergunta:

- É preguiça ou o quê?

A preguiça quando faltando ao trabalho é pura omissão. Pior, é a mais flagrante irresponsabilidade. A diferença pode ser fatal: seu trabalho estará em jogo. A preguiça será no mínimo equivocada dependendo do contexto em que ocorrer esta situação.

Existe a preguiça permitida, como um pequeno capricho, que é bem vinda desde que não se insira em um movimento contínuo.

Falando com exclusividade da preguiça relacionada ao nosso trabalho, não podemos nos esquecer da interdependência que poderá ocorrer nestes casos que é o seguinte: “Não falte muito ao serviço para que seu patrão não o dispense por perceber que você não faz falta”.





segunda-feira, 30 de outubro de 2017

PREVENIR (2)

Não afaste de você
Quem pode lhe querer bem.
É mais cego o que não vê?
É mais pobre o que não tem?

Será fácil ver que não
Isto é verdade também
Assim sendo a decisão
É não afastar ninguém

Traga pro seu coração
A sua irmã, seu irmão
Faça esta vida valer

Beije, acarinhe e abrace
Faça antes que a vida passe
Que é o que vai acontecer


sábado, 28 de outubro de 2017

ENTENDIMENTO (2)

Sim, sobre meu ponto de vista turvo,
Exótico e unilateral
Pairam dúvidas, receios,
Em ver o bem vencido pelo mal

O meu sono retira, atrapalha
O meu necessário sono.
E esta dicotomia falha,
Tira de mim o que pensei ser dono

Que pretensão a minha possuir
O entendimento entre o mal e o bem.
O bem, a ele vou tentar me unir
E o mal, o mal hei de viver sem.

Neste momento é que aparece
O lobo em pele de cordeiro
O mal que mostra a outra face
Escondendo oculto o verdadeiro


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O CRESCIMENTO (2)

Crescer é um verbo interessante e com amplo espectro. Parece que estou falando de remédios. Não, não é esta a minha linha de pensamento neste instante. Poderia mas, não posso; nada entendo da imensa nomenclatura farmacológica e suas aplicações. Falo do crescer interiormente nas relações em suas mais diferentes interações na busca de um objetivo.

- Posso crescer com você?

Podemos crescer unilateralmente buscando para nós mesmos este desenvolvimento que nos levará a patamares mais alto dentro de uma escala de valores qualquer.

- Posso crescer com você?

Ascender, elevar e evoluir são sinônimos do verbo crescer que ajudam a identificar e reforçar esta condição: evoluir para alguma condição melhor: material, mental, social. Buscar oportunidades é uma das maneiras de encontrar o crescimento. Claro, teremos desafios em nossos caminhos sejam quais forem os escolhidos. Muitos desafios serão contornados com o diálogo, uma boa conversa. Nada melhor que uma boa conversa! O tempo é outro fator para o crescimento (Evolução), é necessária a maturação das ideias, do trabalho e, sem dúvida, paciência. Confúcio já dizia: “Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha”. Crescer no sentido de evoluir, como se vê, abrange uma quantidade de atitudes a serem tomadas.

- Posso crescer com você?

Parece difícil? Concordo! Evoluir é um caminho a ser percorrido e, nem sempre, a estrada será a melhor.


- Posso crescer com você?

Ajudar o outro a crescer, no meu entendimento, é a melhor e mais eficaz ferramenta de conferência de que você cresceu. Ajudar o outro dará retorno ao nosso crescimento de forma redobrada.

Crescer (Evoluir) ajudando, incentivando, participando.

Podemos crescer muito mais ajudando o outro.

- Posso crescer com você?


sábado, 21 de outubro de 2017

DE ONDE? (2)

E o meu poema parte quase sempre
De um pequeno fragmento
Que se divide e multiplica.
Aí está a origem.

Uma palavra, uma frase, um momento.
Nada mais que isto
Apenas isto.
Daí se desencadeia como em semente
Uma ideia que a mim chega.
Não tão comum, nem tão frequente.

E nesta trança de letras, vai tomando corpo
O corpo do poema
Traz consigo a mais diversa ideia
Contida na incontida gema.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

PARA CORA CORALINA (2)

Alguma pedra solta em minha história
Traz-me à lembrança Coralina
Que com as pedras conviveu.
Delas extraiu a vida.
Com elas acendeu o fogo.
A faísca amorosa das pedras
Que acalentaram seus sonhos.
A mulher forte que venceu seu meio
E colocou no mundo os filhos e os versos.
E de onde veio o despertar poético?
Das pedras da cidade de Goiás
Da dura aparência de sua geologia
Despertou dentro de si o canto recatado
Em universal poesia
E não sabia ela que era o canto
Que o verso dentro dela já vivia.

Dizem que por lá ainda mora
Às margens do Rio Vermelho
A Coralina que se chamava Cora


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

DOCE E AMARGO (2)

Doce e amargo será o dia,
Tendo dia que é mais doce
Fosse assim com alegria,
Todo dia se assim fosse.

Mas o amargo prevalece,
Nestes dias de amargor.
O que era doce fenece,
E o dia perde o sabor.

Então se escolher pudesse,
Entre o sabor que quisesse,
Por certo eu escolheria...
Por água neste limão,
Açúcar no coração,
Você, no meu dia a dia.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

ONDE QUERO ESTAR (2)

Que diabo está acontecendo com o meu Brasil? Estou vendo pessoas saindo do País por insegurança no trabalho, porque definitivamente está faltando trabalho e, por pura insegurança sim, pois não temos Segurança Pública. Nenhuma! Estar na rua é uma roleta russa, serei ou não assaltado? Quem sabe, morto? É assim que está! Hoje, a pessoa que tem sorte é a que não foi assaltada. Bom notar que não existe local específico, o ladrão está se movimentando com agilidade e atualizando seus procedimentos. Diferentemente da nossa polícia que anda com seus armamentos desatualizados, com salários defasados, com número insuficiente de pessoal para poder dar conta da crescente onda de meliantes. O bandido importa (Contrabando) armamento de primeiro mundo enquanto a polícia trabalha com equipamentos de potência bastante inferior.

Assim não dá!

Quando os policiais conseguem tomar estas armas, nossas leis dizem que elas devem ser destruídas. Nunca vou entender a lógica desta atitude. Deve ser o parlamentar bandido, solidário, defendendo o bandido. Só pode! Parece que alguém teve um momento de lucidez e esta lei absurda está revertendo em benefício da polícia.

Tem também o lado da justiça que solta o bandido preso. Policial prende e a justiça solta. Cansamos de ver isto. De fato, estamos cansados disto!

Estamos dentro de um furacão destrutivo que vai arrebentando as bases de tudo que já havíamos conseguido. Estamos vendo de forma assustadora a corrupção, no meio deste furacão medonho, germinando como praga por todas as atividades de governo. A cada nova denúncia que aparece percebemos que não sabemos nada sobre o nível pós-graduado em corrupção que é o que temos hoje no Brasil. Políticos com PhD em safadeza.

Definitivamente, quem pode está deixando este País: Pátria amada Brasil!

A bem da verdade, eu não quero mudar de País, é como disse alguém: “Quero o meu Brasil de volta”.

Só isto!


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A CONVERSA QUE RESOLVE (2)

A palavra é a forma de expressão mais adequada para a maioria dos casos de comunicação, estamos traduzindo os nossos pensamentos de forma a sermos entendidos. Conversar é isto, usar a palavra! Para saudações, dirimir situações, explicar fatos, demonstrar verdades, falar de amor não importa, a palavra permite o contato adequado em todas estas situações e outras tantas. O uso correto depende em grande parte de nossa vontade sim, porque a palavra indevida na hora errada é o punhal que fere e machuca. Pode causar a ferida que não cicatrizará. Assim é a palavra, pode: agradar, abençoar, ensinar, elogiar, enaltecer, bendizer; pode também agredir, ferir, amaldiçoar, corromper e matar.

- Então?

- Então o quê!

Existem momentos em que palavra alguma resolverá uma situação embaraçosa, de tristeza ou de dor. Neste instante entra em cena outra forma de comunicação: a linguagem corporal. É verdade, um gesto tem o poder de um discurso, tem a força amorosa necessária e é profundamente emblemático. Faremos então a conexão necessária para resolvermos sem palavras uma situação onde falar não tem mais espaço, não resolve e, pior, quando não existem palavras adequadas. A expressão corporal, gestual, o movimento dos olhos são elementos que complementam uma comunicação de forma maravilhosa para alterar um cenário catastrófico.

Descobrir este instrumento de interação e usá-lo faz parte das boas pessoas.

Um aperto de mão, um abraço, um beijo na hora certa contêm mais palavras que um discurso.

São autoexplicativos.

São curativos.

São esclarecedores.

Vou mais além, são ferramentas amorosas.

Use!


domingo, 1 de outubro de 2017

PALAVRAS (2)

Estou em busca de palavras para escrever este texto e nada. Pesquisando vejo que o dicionário Houaiss traz 228.000 verbetes e 380 mil palavras no geral e, o Aurélio, 435.000 verbetes e em torno de 500 mil palavras. Fico matutando a respeito e vejo que deve ser incompetência de minha parte. É só abrir o dicionário e pinçar palavras, não é?

Sobram palavras!

A dificuldade está em juntar estas palavras de forma coerente para que fique compreensível. Fundamental, tenho que pensar em um assunto para iniciar o meu trabalho e começar a capturar palavras nas suas classes gramaticais como: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. É uma verdadeira caçada! Além disto, repito, colocar cada uma no seu devido lugar.

As convenções da escrita estão inseridas no que conhecemos como ortografia. Foi convencionada entre países da língua portuguesa a forma de grafar as palavras (escrever).

Nós temos 26 letras para confeccionar palavras. Todo dia aparecem novas palavras em função das atividades comerciais, profissionais ou técnicas que acabam sendo usadas na conversa diária e, quando vemos, temos um novo neologismo. Sim, aquela palavra nova. A computação trouxe uma quantidade enorme de exemplos nesta situação. Vejamos um:

*Link - substantivo masculino - elemento de hipermídia formado por um trecho de texto em destaque ou por um elemento gráfico que, ao ser acionado (geralmente mediante um clique de mouse), provoca a exibição de novo hiperdocumento. Hoje é comum ouvirmos uma frase como:

- Vamos lincar a loja da Andressa na mídia de hoje.

Lincar, sem “K”. Estou atualizado! Aí está o neologismo.

A palavra não tem dono assim sendo vou usando e conferindo seu peso e coloração.

Não tenho como reclamar, está tudo disponível para mim.

É só escrever!


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A NOSSA FACE OCULTA (2)

Todos nós temos o lado fantasiado de nossa personalidade. No bruto: o que não somos. Este lado que pode ser sombrio ou não, depende da fantasia que administra este nosso personagem. É a corrupção do que somos em outra pessoa. Alguém pode perguntar:

- E quem não tem este outro lado?

Acredito que ninguém escapa desta alteração de caráter por mais dócil que seja. Crescemos tendo o lado que alimenta estas fantasias em nossa formação. Veja se não é verdade: quando pequenos podemos ser bandidos ou mocinhos no nascedouro destas nossas mudanças. Assim vamos sonhando ser o que não somos e isto acaba sendo sedimentado dentro de nós, de forma agressiva ou não, dependendo da personalidade em formação. O uso adequado poderá ser muito útil nas mais diversas circunstâncias e pode ser fundamental em vários momentos de nossas vidas. No formal, no dia a dia e, muito usado no social. A maioria das pessoas veste uma roupagem diferente, não tem como não ser assim. O que não podemos permitir, ou melhor, não devemos deixar acontecer é o personagem de passagem tomar conta. É quando a fantasia desanda para caminhos obscuros.

Assim, vamos usar a nossa fantasia de Carnaval apenas no Carnaval, fora deste contexto a fantasia fica ridícula.

Vejo que vou continuar com minha face oculta, oculta de todos menos de mim mesmo.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ESTA PAISAGEM DE TELHADOS (2)

Esta paisagem de telhados
cor de terra,
nesta manhã azul,
entra pela minha retina
alegremente.
Algumas árvores se sobressaem
aos telhados.
São seres estranhos
neste mundo marrom.
Fico estático ante a maravilha
deste mosaico,
e saio de casa com a sensação do barro
e da gênese.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O CALDO ENTORNOU (2)

Aí, em certo momento você se encontra em uma situação que nunca pensou estar. Parece sem saída. Parece definitiva. Enfim a sensação é de que as coisas ruíram. Nada mais tem sentido.

- O caldo entornou!!!

Quando olhamos mais para nós mesmos deixando o que está ao redor fora desta análise, erramos de forma brutal. Neste momento em que tudo se mostra contrário ao que queremos é que devemos olhar o todo. Quando nos inserimos no todo, ficará fácil verificar que nada é como se desenha nesta circunstância.

Se deixarmos as coisas acontecerem desta maneira, olhando apenas para nós mesmos, vamos entrar em um redemoinho negativo que nos levará de vez a este poço profundo: a depressão. É disto que falo aqui.

Então, para amenizar a situação em que acreditamos que nos inserimos:


- Pare!

Pare de dar valor ao que não tem importância relevante.
Pare de imaginar inimigos.
Pare de encontrar razões onde razões não existem.
Pare de cobrar de quem não tem como pagar.
Pare de sofrer e sentir dor sem ferimentos.
Pare de pensar que os outros estão errados.
Pare de guardar mágoas vencidas pelo tempo.
Pare de perder tempo imaginando o pior.
Pare de fugir dos problemas que são apenas seus.
Pare de se apegar ao passado.
Pare com a competição desastrosa e fútil.
Pare de se explicar tanto.

Apenas, tão somente apenas, viva; um pouquinho para você e, em porção generosa, para o outro. Não teremos tempo para desarranjos mentais.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

EXERCÍCIO (2)

Não me peça o que não tenho
Não me dê o que não quero
Pois irei franzir o cenho
Poderei sair do sério.

Não sabendo o que dizer
Ficaremos bem calados
Assim pode parecer
Que nós somos ilustrados

Pois quem fala por falar
Vai falando sem pensar
Esgota nossa paciência

Leia um pouco, é importante
Leve a sua vida adiante
Exercite a inteligência


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

MANHÃ NA INFÂNCIA (2)

O cheiro do café de manhã é o primeiro acontecimento do dia, enche de alegria qualquer casa. Tenho lembrança de ficar rodando o torrador de café por sobre o fogão de lenha enquanto minha mãe preparava o leite e o pão com manteiga. O barulho dos grãos à medida que rodava o torrador ficou gravado definitivamente. Não era sempre que fazia já que a quantidade de grãos torrados dava para fazer várias coadas de café. Depois, colocava uma quantidade de grão torrados no moedor manual e preparava o café moído. Recordo que minha mãe tinha uma medida que dava a exata quantidade do café que ela prepararia. Algumas vezes, um ou mais grãos travavam a rosca sem fim do moedor e tinha que pedir a minha mãe que destravasse já que minha força não era suficiente naquele momento. Destravado o moedor, continuava o meu trabalho. Enquanto isto a água já estava chegando à fervura em uma grande chaleira. Era muito bom este momento, pois a friagem da manhã era espantada pelo calor da lenha que queimando estalava dentro do fogão enquanto aquecia toda a cozinha. Nesta época não tomava o café puro, apenas no leite; mas o cheiro do café, aquele cheiro, era tudo. Neste período da minha vida, meus seis anos eram capazes de torrar o café e moê-los. Havia um pequeno banco sobre o qual me instalava para poder fazer estas atividades já que o fogão e o moedor ficavam acima da minha pequena estatura. Hoje, seria um absurdo uma criança de seis anos próxima de um fogão.

- Já pensou?

Graças a Deus não era proibida esta atividade e consigo falar sobre esta doce lembrança.


terça-feira, 19 de setembro de 2017

RUA ANTIGA (2)

Na rua da qual falava,
Nesta lembrança fugaz,
Tinha uma enorme figueira
Que hoje não existe mais.

Naquela figueira enorme
João-de-barro fez morada.
Não vejo mais passarinhos
Nem joão-de-barro nem nada.

Hoje a rua é muito quieta
Serve apenas ao poeta
Como um triste recordar

Construir outra poesia
Sobre esta rua vazia
Que um dia foi seu lugar



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

QUANDO SABEMOS QUEM SOMOS (2)

A prepotência se instala quando perdemos o senso do direito e do correto. Um pequeno cargo e, pronto, a prepotência aparece no cidadão que era cortês e polido. Sabe-se lá o que acontece na cabeça de algumas pessoas, para mudarem de forma tão radical a sua postura quando elevadas a cargos onde a posição assumida lhes dá a sensação (presunção) de poder. Deve ser resultado de problemas pessoais mal resolvidos.

É isto! Este cidadão ainda não sabe quem é, não se posicionou na vida.

Em qualquer situação de mando ou superioridade tenho profunda admiração por aquele que consegue ser humilde sem perder a posição. Educado mas enérgico. Enquanto planeja, organiza, comanda, coordena tem como foco passar o conhecimento para ter uma equipe atuante e produtiva. Quem é competente não tem porque ter medo de passar o conhecimento. Sabe quem é.

É verdade que existem líderes diferenciados dentro de uma empresa. Observamos que um chefe dentro de uma organização está ali por direito, por tempo de serviço, mas é comum termos um funcionário que tem a liderança de fato, pois tem a influência necessária para mudar a opinião e comportamento de todos. O chefe inteligente vai usar este funcionário a seu favor por outro lado, o prepotente possivelmente vai demiti-lo.

Estes dois líderes pelo exemplo, jamais serão prepotentes ou arrogantes, sabem que são.

É assim, quem sabe o que é se posiciona de acordo.


sábado, 16 de setembro de 2017

DESCOBRINDO (2)

E esta vida vai passando
Nos caminhos percorridos
Corro um pouco depois ando
Com meus pés tão doloridos

Afinal pra onde vou
Se não sei de onde vim
Se não sei quem é que sou
E o que a vida quer de mim

Da minha vida não sei
Acredito que a razão
Razão porque tanto andei

Foi que a estrada percorrida
É a perfeita descrição
Do que quero para a vida.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

SOBRE OS VENTOS (2)

Chegou à época dos ventos. Acordei de um cochilo com as folhas das árvores cantando orquestradas por um vento mais forte.

“Vento que balança as palhas dos coqueiros”, segundo “Fernando Mendes”, o autor desta música tão conhecida. Ele, o vento, balança as palhas e levanta poeira. Estamos em meados de Julho e eu esperava os ventos mais para o mês de Agosto.

- De onde veio este vento?

- Sei lá!

E o vento carrega em seu bojo a notícia do serviço de meteorologia de ontem na TV:

- Este vento está trazendo o frio do Sul.

De fato o frio está chegando junto.

A diferença de pressão e temperatura entre as camadas de ar formam os ventos. É interessante notar que alguns destes ventos têm nome próprio por sua constância e ocorrência. Fui à busca de informações na web e consegui encontrar no BLOGDOSVENTOS as informações abaixo:

Aracati – nome que dão no Ceará a um vento forte que no verão sopra de nordeste.

Carpinteiro da Costa – temível vento sueste que sopra na costa nordeste do Brasil

Minuano – vento de origem polar que sopra do quadrante sudoeste no Rio Grande do Sul durante o inverno. Costuma soprar com violência depois da chuva. Vem dos Andes e passa pela antiga zona dos índios Minuanos, que habitavam os campos do sul, daí vindo seu nome. Também sopra em Santa Catarina e no Paraná.

Pampeiro – vento sudoeste que sopra na costa Brasileira e Argentina, acompanhado de chuvas, cuja duração pode ir de 6 a 26 horas. É um vento tépido e com rajadas violentas.

Eu já havia ouvido falar de outros ventos conhecidos, mas conhecia de nome apenas o Minuano.

O vento é requisitado e mal falado dependendo do dia. No calor, reclamamos porque não venta:

- Você já reparou que nem nas partes mais altas das árvores tem qualquer movimento?

- É podia ventar um pouco para refrescar.

Nos dias frios:

- Este vento está deixando a sensação térmica da temperatura abaixo de zero.

- É verdade!

Assim somos nós: se venta é ruim, se não venta também!

Um bom dia a todos, ou melhor, dentro do tema: bons ventos os guiem.


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

DAQUILO QUE É CONTAGIANTE (2)

A expressão de alegria contagia. Muitos de vocês já devem ter visto este vídeo que trafega pelo Facebook. No momento em que vi tinha quase 400.000 visualizações. Um cidadão abre seu laptop e começa a rir, gargalhar. Algumas pessoas olham com espanto ou pouco caso, logo em seguida intrigadas por tanta risada esboçam um pequeno sorriso e, de repente, não mais que de repente, todos estão rindo. Não sabem por que, não sabem do que, apenas riem e se divertem.

Rir é um relaxante muscular, como se viu acima une as pessoas, aumenta a felicidade e assim, elimina o stress. Não tem melhor forma de comunicação do que o riso, pois veja que não é necessário conhecer quem ri para acabar rindo junto. Será fácil conhecer esta pessoa que carrega a alegria junto de si.

Que forma fantástica de apresentar-se: rindo!

“Rir é o melhor remédio”. Este é um ditado bem definido.

Tenho viva a lembrança da quantidade de vezes que, socorrendo os filhos com pequenos machucados acabava por fazê-los rir. Era uma atitude automática e natural. Sem nenhuma informação científica sobre o assunto fazia como acredito que muitos pais fizeram.

Quando vamos a uma festa ou reunião mesmo que em situação diferente do nosso dia a dia, nos municiamos com sorrisos e vamos atravessando o momento. Mesmo aquele sorriso tímido é fatal: conquista! Quebra barreiras, rompe defesas.

Ofereça um sorriso como um gesto natural, será irresistível.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

DO TEMPO QUE PRECISO (2)

Passou por mim um pedaço do tempo fugindo do velho relógio. Parecia afobado em busca de outro relógio ou de alguma coisa que o controlasse. Sim, o tempo só existe quando controlado caso contrário não será tempo. Não será nada.

Será?

Nós, algumas vezes, temos a sensação de que o tempo parou. Em um momento especial, único. Pense!

- Vejo que você se recorda deste instante maravilhoso!

Acontece que existem horas em que tempo não passa. Veja que estou dizendo “existem horas”. Ora, isto é marcação de tempo: as horas! Como tenho que desenvolver este texto procuro caminhos ao longo das horas para cumprir minha tarefa do momento: escrever. Necessito tempo, preciso de tempo e, quantas vezes ele não me ajuda, não se prontifica. Corre mais do que a minha capacidade de buscar assuntos e transcrevê-los. Quando vejo:

- Nossa já são sete horas!

E o meu texto ali, parado, estacionado no parágrafo incompleto.

- Mais tarde retornarei!

Assim é que acontece. A velocidade do tempo é inversamente proporcional a nossa necessidade. Se tivermos uma festa para ir, o tempo não passa; a hora não chega. Se tivermos um trabalho para entregar o tempo nunca é suficiente.

Nesta briga de quem pode mais sempre perco, porque o tempo não muda a toada e não perde a passada.


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A CASCA DA FERIDA (2)

Todo mundo já teve aquela queda que causa uma ferida extensa embora sem outros males. Aquela queda na rua, o tombo da bicicleta. Seja como for, mesmo não sendo nada gravíssimo, é dolorido. São acidentes cuidados de forma bem simples, tratamos e, com pouco tempo, forma-se no local aquela casca sobre a ferida: a cicatrização. Tenho certeza que a maioria de nós não resiste e começa arrancar àquela casca mais grossa devido, principalmente, a coceira que se origina ao redor. Sabemos que não vai dar certo, mas assim mesmo, vamos “futucando” até tirá-la.

- O que acontece?

A ferida está aberta novamente. Agora não tem jeito, precisaremos de paciência, pois deverá haver uma nova cicatrização. Aguardar que seque e que, com o tempo, a próxima casca caia naturalmente.

Estas feridinhas são como os pequenos incidentes diários em nossas vidas que deveriam ficar apenas no acontecido e, pelas razões acima expostas, deixá-los no esquecimento. É, é isto mesmo, deixá-los no esquecimento, pois serão como aquelas feridas, cicatrizarão e esqueceremos o incidente. O que acontece é que muitas vezes, como nas feridas, não deixamos que cicatrize. Vamos mexendo e a ferida volta.

Em nossas vidas, deixamos algumas pequenas feridas abertas o tempo todo. Não deixamos que cicatrizem. Assim estas diminutas feridas serão transformadas no que causará o mal maior. Tem data de aniversário esquecida que nunca foi perdoada. É uma ferida aberta!

Não tem lógica!

Assim como este exemplo citado, outras situações sem importância serão mantidas infernizando a vida de alguém por muitos anos.

Deixe as feridas e arranhões do dia-a-dia serem o que são: incidentes que devem ser esquecidos.

Viva, mas viva agora: O PRESENTE!


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

REPETIÇÃO (2)

Repetir constantemente uma ação é transformá-la de inadequada em perfeita. Este é o grande desafio dos esportistas, dos estudiosos: repetição. A forma de aprender a batida, o lançamento, a tacada, a distância da cesta, a fórmula matemática, a braçada, etc. Fácil entender que os que se sobressaem em qualquer campo, mesmo que sem saber, são campeões em repetição. É a fórmula mágica do conhecimento, estas atitudes de repetir gravam e se fixam de tal forma que se tornam automáticas. Ou seja, conseguimos fazer de forma quase que inconsciente uma tacada certeira porque a repetição de anos deixaram as informações corretas em nossa mente e músculos. Algumas vezes ouvimos pessoas que usam expressões fora dos padrões convencionais, mas de forma tão natural que nos encantam. Absolutamente natural e compreensível. Quando ouvimos não percebemos nenhum pedantismo no falar, apenas ouvimos alguém que sabe do que fala e porque fala. Ficamos encantados porque vemos a palavra sendo usada na sua forma mais adequada e fluente. Mais, aprendemos quando temos estas oportunidades de contato com estas pessoas que repetiram a exaustão termos que deveriam ser naturais. Estudo neste caso, a palavra é estudo. Posso repetir: repetição.

Eureka! (Foi o que exclamou Arquimedes ao solucionar um problema que o afligia).

Descobri a fórmula do bem viver! Treino, treino diário. É assim que será!

Comece agora com pequenos gestos, atitudes que trarão retorno imediato. É treino, portanto vamos repetir todos os dias.

A repetição do bem em bem se propaga.


terça-feira, 5 de setembro de 2017

COMO UMA ORAÇÃO (2)

Senti sua presença
Voando baixinho para alcançar as flores
Sugar o néctar
Viver.

Batendo as asas
Rapidamente,
Alimentou-se
e
Partiu.

Meu cachorro latiu
Um latido baixinho
De quem se despede de alguém.
Olhei o pássaro partindo
Agradeci o momento:
- Amém!


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

NESTOR (2)

Nestor era matreiro, ladino e implicante. Não que fosse assim para merecer os adjetivos citados, apenas gostava da sua roupagem, do seu personagem.

Sim, ele era implicante!

Era o cara que dava nó em fumaça e, ouvi dizer, fazia chover pra cima.

Com estas particularidades tão pessoais conseguia manter ao seu redor um grande número de amigos. Muitos se perguntavam como ele conseguia manter estas amizades. Sabe-se lá! Tem coisas que não tem explicação e, a bem da verdade nem interessam. Quem era amigo do Nestor era amigo e pronto. Não se explica uma amizade destas. A sua facilidade em fazer amigos era interessante, pois de forma alguma mudava a sua maneira de ser. Reclamava de tudo e de todos. Quando serviam algum salgado lá vinha à pergunta:

- Não tinha pastel com bacon onde você comprou este?

- Nestor, não tem pastel com bacon.

Quando vinha um pão de queijo a pergunta se repetia:

- Não tem com bacon?

Era uma atitude irritante que se transformava em cômica e, com o tempo, em jargão. Assim, quando serviam algum salgado e ele ia começar a perguntar se tinha bacon, todos em uníssono diziam:

- Não, não tem com bacon!

Dentro de suas artimanhas, usava vez por outra algumas tiradas muito engraçadas que apareciam do nada. Certa vez ao final de uma reunião ele atirou:

- Preciso voltar logo para casa!

– Por que Nestor?

- A minha fada madrinha me disse que se eu chegar em casa depois da meia noite meu carro vira um BMW.

- E daí?

- Daí que eu não vou ter dinheiro para pagar o IPVA e seguro de um carro destes então, preciso sair agora!

E foi!


domingo, 3 de setembro de 2017

O SILÊNCIO DA CASA (2)

No silêncio da minha casa estão guardados
A sete chaves segredos
Risadas, choros e medos
Debaixo de cadeados

No silêncio desta minha casa ainda vivo
Com fantasmas graciosos
Acanhados e amorosos
Que me deixam pensativo

No silêncio desta enorme casa ainda estou
Brincando de esconde-esconde
Aonde vou me esconder, aonde?
Tudo é parte do que sou

Vou descobrindo que a casa é mesmo pequena
O que é grande onde moro
São os momentos que adoro
Nesta vivência tão plena


sábado, 2 de setembro de 2017

CONDICIONANTE (2)

Hoje poderia ser um dia especial. Veja que quando uso “poderia”, um condicional, estou inseguro quanto a minha expectativa. Fico revendo a sentença: “Hoje poderia ser um dia especial”, parecendo um desejo de alguém que não sabe o que quer. Acredito que minha bola de cristal ou minha crença não estão dando suporte para minhas previsões. Se assim fosse eu teria dito: “Hoje será um dia especial!”. Veja que diferença entre uma colocação e outra. Demais a mais não é uma previsão, é apenas uma expectativa, repito!

- Aroldo, você não vai levantar?

- Hoje vou dormir até mais tarde.

- Querido, hoje é uma Segunda Feira.

- Sim eu sei!

- E então?

- Fui despedido do emprego.

- Como?

- É o que disse, fui despedido.

- Porque não me disse quando chegou?

- Não quis estragar o fim de semana, a festa de aniversário da Paulinha ontem.

Paulinha era a única filha do casal e esperava com ansiedade a festinha que os pais haviam prometido.

Aroldo “poderia” ter dito na Sexta Feira quando chegou em casa, preferiu não dizer. Ele quis que a filha tivesse uma festa de acordo com o prometido. Foi assim que aconteceu! Paulinha “teve” uma festa alegre. Opção feita! Se ele tivesse dito a sua esposa com certeza eles não “teriam” uma festa como a que aconteceu. “Teria” sido triste.

Quando existir uma situação onde haja uma condicionante em jogo, faça a escolha mais adequada. Você nunca se arrependerá.

A diferença entre o condicional e o afirmativo:

“Eu poderia!”. Cabe aqui um “mas”, aí está uma conjunção adversativa, veja que existe uma limitação no “mas”.

“Eu posso!”, é definitivo!


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

PROCURANDO (2)

Onde ficou a magia o encanto
As palavras tão atentas, meigas.
E aquele gesto?
Meu Deus aquele gesto!
Você dobrava o indicador e o prendia entre os dentes.
Pensava, sonhava, não sei!
Sei que era encantador.

E as lágrimas do seu choro quieto
Ao final de um filme romântico.
Tantas vezes senti o sal das suas lágrimas
Em minha boca.
Tantas vezes entendi o enredo naquele momento.

São estes versos um protesto
Porque não te vejo mais
Não sei de ti
Não tenho paz

Se assim está a minha vida
Não sabendo onde encontrá-la
Nem sabendo pra onde vou
Me pergunto:
- Onde estás?
E me escuto resmungando:
- Onde é que estou?


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

DECIDINDO (2)

Vida louca que anda solta
Sem controle, sem cabresto
Sou canhoto não sou destro
Minha escrita é muito pouca

Pra que possa ser honesto
Grito ao alto com voz rouca
Se este canto a que me presto
Nesta pobre vida louca

Vai servir de alguma ajuda
Pra mudar este cenário
E este cenário não muda

Com a minha pobre fala
O meu verso é um comentário
De quem consente e se cala.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

AS INFINITAS OPÇÕES PARA SER INFELIZ (2)

Se você não se conhece profundamente, pode ter motivos para ser infeliz porque suas imperfeições estarão escondidas do seu conhecimento. Buscar encontrar dentro de você estas falhas trará uma sensação de bem estar ou podemos dizer: felicidade. Veja que não precisará corrigir as falhas de imediato, apenas conhecê-las trará uma sensação de controle e, por conseguinte, uma sensação de Paz e, na sequência uma agradável sensação de felicidade. Afinal, conhece-se o que incomoda. Fica mais fácil controlar. Pode-se dizer que somos como somos e assim mesmo felizes. Como diz o título acima: “As infinitas opções para ser infeliz” estão dentro de nós. Sim, são muitas e dependendo do estado de espírito de cada um pode ser ampliada a enésima potência. Não se permita!

A grande sacada é que a felicidade ou infelicidade estão ao alcance de cada um e a opção da escolha é individual. Sim, porque uma ou outra dependerão do seu estado de espírito. Depende do que deseja a si mesmo.

Não ter dinheiro, talento, beleza, inteligência não é motivo para infelicidade. São condicionantes oferecidas a uns e a outros não.

- Sabe a loteria?

- É igual!

Alguns ganham outros não. Ter estes extras em nossas vidas não muda o fato para sermos felizes ou infelizes.


sábado, 26 de agosto de 2017

ESPERANÇA (2)

Esperança é acreditar naquilo que se pretende; é fé; pode estar depositada em alguém ou em alguma coisa.

Originária do latim é derivada de “spes” que tem o sentido de “confiança em algo positivo”. Derivando dela originou-se o verbo “sperare”, que para nós chegou em “esperar”. Em latim significava “ter esperança”.

A confusa seita daqueles que cultuam a esperança tem mais seguidores que qualquer das religiões. É uma crença gratuita, sem ofertas, sem pastores, cujo dogma fundamental é: esperar acreditando. Dogma é aquilo que você pensa que é verdadeiro, certamente de uma forma bastante simplista, isto porque podemos adentrar em discussões sobre a palavra que trariam versões com os mais variados entendimentos. Alguns fundamentos dogmáticos, de algumas religiões, têm crenças básicas que devem ser seguidas e respeitadas por seus seguidores.

Pois bem, esta seita, a esperança, é propagada via oral quando muitas religiões têm seus ensinamentos escritos como a Bíblia cristã, o Alcorão islâmico, o Torá judaico e outros. Seita esta que aceita dos seus seguidores toda e qualquer sorte de pedidos visto que não tem mandamentos ou restrições:

- Ela vai voltar! – esperança amorosa.

- Desta vez eu ganho! – esperança esportiva ou lotérica.

- A operação correu bem. – esperança na medicina.

- Na outra ele apanha! – esperança na revanche.

- Vou conseguir este emprego! – esperança trabalhista.

A pessoa adere a esta seita, a esperança, quase que no automático, sem perceber. A criança chora esperando o peito da mãe, assim que ganha pela primeira vez, já é um adepto da seita. O choro é a sua prece.

É interessante notar que ninguém abandona a esperança mesmo que não alcance o seu objetivo esperado para aquele momento: a esperança. É fantástica esta crença.

- Sou adepto!

Como comentário final: “Se você não acredita na esperança, evite ter filhos”.


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

DE NOITE (2)

Pacientemente aguardo
que o sol se vá,
porque sou um homem da noite
que a noite tem mais mistérios:
a infinita incógnita do firmamento,
o desconhecido da escuridão.
O cheiro da noite!
Nunca senti no ar do dia
o cheiro da noite.

E saio bem a noitinha,
pois para mim amanhece,
bem ao contrário de todos,
que se queimam no calor do sol,
a lua me aquece.


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

LISTA ÚTIL (2)

Quem já construiu uma casa, sabe que o que garante a solidez da construção é o alicerce. Seguramente, sem uma base bem estruturada a segurança fica por um fio. Qualquer vento mais forte e tudo vêm abaixo. Fácil perceber que em qualquer situação da vida a base é tudo. No material e no emocional. Jesus em suas palavras já dizia sobre o homem que construiu a casa sobre a rocha e aquele que construiu sobre a areia.

Assim é que devemos construir os nossos relacionamentos, edificados sobre uma base verdadeira, honesta e amorosa. Como verificamos, hoje em dia, a desconstrução da família de uma forma geral é operada nos meios de comunicação. As novelas com seus enredos apelativos estão ensinando nossos filhos a roubar, trair, fingir. Expõe a violência, a maldade e o sexo de uma forma explícita: irresponsavelmente.

Difícil não é mesmo?

Todo mês a Cia Elétrica e o Departamento de Água e Esgoto vêm conferir o consumo de seus medidores. É necessário para a emissão das novas contas. É a forma de manter tudo sobre controle. Vejo uma relação interessante entre estes funcionários zelosos destas Empresas e a forma de controlar nossas atitudes. Deveríamos colocar em um rol de atividades as nossas atitudes diárias ou para aquele dia específico. Sim, diárias. Uma listinha de atenções para com todos. Deixo a cada um a escolha destes marcadores operacionais de boas ações para cada dia. Não é difícil, pense um pouco. Olhe em volta!

Faça um teste para uma pequena experiência, diga bom dia a um desconhecido (a) na rua. Assim:

- BOM DIA!

É fatal, você recebe no mínimo um sorriso, a não ser que encontre uma pessoa de mal com a vida. Correrá o risco de ouvir:

- Por quê?

Brincadeiras à parte faça uma lista com cinco palavras que deverá usar naquele dia e, por favor, use-as. Afinal, serão apenas cinco. Posso dizer com tranquilidade: “Você se surpreenderá!”.

Estas atitudes darão alicerce para uma vida construída sobre a rocha porque é da soma destas pequenas atitudes que construiremos uma vida plena.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

PRA QUE LEMBRAR? (2)

O que foi que esqueci agora
Na minha fase de esquecer
Não sei se é fase na verdade
De fato não sei o que é
Somente querendo esquecer.
Tem coisas que é bom não lembrar
Deixá-las no lugar que estão
Será o melhor a fazer.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

A JABUTICABA (2)

Tenho alguns pés de jabuticaba em minha casa. Plantamos há mais ou menos 35 anos as pequenas mudas. Hoje, são árvores bem formadas, saudáveis e produtivas. A razão deste texto se reporta a um momento especial quando percebemos que as flores nasceram. Como as árvores ficam na parte de trás da casa, passar no ir e vir sem olhar é quase normal, algumas vezes, percebi que chegava uma florada sem o fato que vou contar a seguir. Poucas vezes. Quando a florada é pequena em virtude do tempo e das chuvas, percebemos os frutos e não vemos as flores. Agora, na época ideal, no momento certo, quando a jabuticabeira fica cheia de flores, acontece o momento mágico que quero contar. Muitas manhãs, nestes anos todos, acordei com o cheiro das flores da jabuticabeira. Invadia a casa aquele perfume especial e diferenciado. Outro detalhe que acompanha este momento é o barulho das abelhas chegando em grande quantidade, ouvia nitidamente o zumbido de um enxame trabalhando ativamente. Vinham em busca do néctar das flores e a Natureza, com sua sabedoria, as usava para transferência do pólen de uma flor para outra fecundando e permitindo a geração dos frutos. Sempre me levantei e saia para ver a florada e as abelhas. O tronco e galhos ficam brancos com suas flores delicadas, um pequeno show com milhares de abelhas zumbindo em volta e o perfume forte e, ao mesmo tempo agradável.

Daí algum tempo, consequência do fato, chegam as jabuticabas. De branco que eram o tronco e galhos, tornam-se negros. As jabuticabas enchem todos os espaços. Aí vem a parte saborosa deste acontecimento: chupar jabuticabas. Tem pessoas que comem com as sementes, outras sem. É o meu caso, vou cuspindo as sementes e aproveitando a suculência da fruta. Não tenho pressa, vou escolhendo as maiores que tem mais sumo.

Estou à espera da próxima chamada.


sábado, 19 de agosto de 2017

A QUEM VOU ENTREGAR? (2)

Minha dúvida sobre a origem da vida
O medo do amanhã e dos bandidos
Meu saldo negativo
Meus desejos: tantos
Minha certidão negativa de multas
O certificado do ginasial
As mudas que nasceram no quintal
Meu candidato corrompido
Meu lixo pessoal
As sobras do jantar
O excesso do canto dos passarinhos
E o latido do cachorro do vizinho
Minhas ideias tortas sobre como endireitar as coisas
Os sonhos de um amanhã melhor
Minha filosofia caipira
As desculpas sem destinatário

A quem vou entregar?

Tenho tantas coisas a entregar
Que estão se acumulando por aqui.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

DO AZUL (2)

Hoje estou azul.
Um azul assim como a expressão:
"Tudo azul".
Azul dos dias pares.
Do Mediterrâneo.
Da cor dos mísseis
que carregam, pelo azul do céu, ogivas
nucleares.
Azul instantâneo.
O azul patriótico.
Azul do hematoma recente.
Do sangue real.
Do verde azulado
daquela raiva derradeira.
Azulado do afogado.
Suando azul,
morrendo azul de amores
não correspondidos.
Nem sempre estou assim:
tão monocromático!


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O SEGURO DE VIDA (2)

Um seguro de vida pode deixar certa tranquilidade a quem fica. Não é necessário ser muito, mas o suficiente para acomodar as despesas de quem parte. É verdade que quem parte deixa saudade e... Despesas. Estas despesas podem atrapalhar a saudade. Opte por deixar apenas saudades quando for o caso. Faça um seguro para sua família.

Parecendo propaganda... Não, é apenas um lembrete amoroso que ficará na memória daqueles que ficarão.

Esta é a parte prática e financeira que ajuda a quem fica.

Na realidade o melhor seguro é a formação dos filhos e a boa educação. O lastro desta condição permite uma vida melhor em todos os sentidos para os que ficam e, dentro da naturalidade das coisas, quem fica são os filhos e claro, a esposa ou marido. Agora, na verdade não está fácil para ninguém atender a esta condicionante: a formação dos filhos. Como é que se pode educar com a mídia que temos, todas elas, de uma forma massiva deseducando. Como? Nos dias de hoje para manter uma casa, é necessário que o casal trabalhe e quem toma conta dos filhos: a TV, o computador, o celular, o tablet que, mesmo com as travas para os canais impróprios permite o uso de uma infinidade de acessos que deseducam. Tenho, nesta minha melhor idade, dificuldade em perceber o que acontecerá daqui em diante. Embora tendo acesso a computadores desde o seu início no Brasil, não consegui acompanhar de forma completa a diversidade de suas aplicações. Acredito que nem se me empenhasse muito conseguiria. É muita coisa! O que percebo de forma bastante clara é que a educação gerenciada por estes equipamentos não dará certo. Não pode dar! De forma alguma é uma crítica ao avanço da tecnologia, longe de mim. Uso o meu computador e smartphone todos os dias e, sou obrigado a dizer, tenho certa dependência deles em todas as minhas atividades. E sim, é verdade, a tecnologia orientada tem resultados maravilhosos na formação das pessoas em qualquer área.

Enfim, o assunto é sobre o seguro de vida. Faça um! Deixe um gesto amoroso como seu último gesto.


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

EFEITO DOMINÓ (2)

Tudo está quieto neste fim de tarde. O sol já se encostando ao horizonte e uma brisa muito suave refrescava o ambiente. Perfeito!

Perfeito?

Estava com o jornal em minhas mãos e pensando sobre o que havia lido: “Onze milhões de desempregados no País”. Se o Brasil tem por volta de duzentos e quatro milhões de habitantes, estão falando de quase 5% da população. E os dependentes? Vamos considerar que, um pelo outro, cada um tenha dois dependentes, a conta vai para trinta e três milhões de pessoas. Alguma coisa está errada! Este número seguramente não é oficial visto que abrange apenas aquelas pessoas com carteiras assinadas. O desemprego é resultado de uma economia desacelerada. Resumindo: má gestão da coisa pública. Assim, se não existem clientes para comprar um determinado produto, a empresa para de produzir e, seguramente, vai mandar alguns funcionários embora. Se a economia não andar, a empresa acabará fechando. É o que estamos vendo. Se a empresa fechar, não recolhe impostos. Sem impostos o governo não tem como pagar educação, hospitais, salários, programas assistenciais, infraestrutura, etc.

E o que temos assistido nos noticiários mostra que a bagunça está generalizada. Senão vejamos, uma empresa oferecendo 100 vagas e no dia da entrevista havia cinco mil pessoas esperando pela oportunidade de uma colocação. Isto parece ser mais que o número de candidatos a vagas nas faculdades de medicina. A situação está caótica!

Não é meu hábito escrever sobre política até porque não tenho partido ou tendências para este ou aquele. Falo hoje do que aflige a tantos brasileiros, a mim também.

Continuando, posso dizer que este efeito dominó em nossas vidas é resultado da má administração da coisa pública. O medo de todos: quando esta onda vai bater em mim!

Não é mesmo?


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

MALUQUICE (2)

Devido o frio destes dias me recordei de um fato ocorrido há uns trinta anos em uma pequena cidade onde morei. Havia próximo da minha casa uma praça onde vi, em um dia particularmente frio, um homem desagasalhado. Imaginei o frio que ele estaria sentindo e segui meu caminho. Alguma coisa ficou me incomodando, todo o tempo, no trajeto de retorno. Alguma coisa incomodava!

...

Acredito que todos nós temos algumas particularidades que são de certas formas universais, pequenas particularidades pessoais que se encontram com os mais diferentes formatos. Exemplo: um pijama velho e desgastado que, por razões desconhecidas é o nosso preferido e, quando usando nos conforta e agrada. Coisa de maluco? Não! Embora com explicações, tomariam tempo; não é o caso aqui. Outra situação que acredito bastante comum é sobre as xícaras ou copo na qual o café será melhor, sabor melhor. Mais outra, aquele chinelo que, desgastado pelo tempo, tem o formato de nossos pés. Nem pensar em comprar outro, não tem sentido. Não será igual. Certamente, em cada um dos casos acima haverá um final, um termo. Enquanto vivemos estes momentos não nos ocorre pensar sobre o assunto. Direi que não chega a ser uma atitude obsessiva compulsiva. Está mais para uma afeição estranha a um objeto. Uma amorosidade incompreendida. Um apego relaxante e confortador.

Tenho um amigo que tem um “caso” com o travesseiro. Como tive oportunidade de ver, era um travesseiro comum, molenga e que pela aparência deveria ter a idade do meu amigo. Este foi o único caso que tive a curiosidade em perguntar, até porque tinha bastante intimidade com este amigo. Perguntei:

- João, qual a razão de você trazer sempre o seu travesseiro?

- Mário, sem ele eu não durmo!

- Mas não é meio exagerado? – retruquei.

- Sei lá! – respondeu – Eu sei que sem ele não consigo pegar no sono.

Sei que muitos estarão verificando as suas maluquices: hábitos arraigados, apegos exagerados a objetos. Coisas assim!

- Qual será a minha mania, meu TOC? – alguns estarão se perguntando.

...

Como disse no começo, alguma coisa me incomodava no fato de ter visto aquele homem com frio na praça. Eu estava vestindo uma japona que me acompanhava, naquele momento, por uns cinco ou seis invernos. Sentia-me confortável e agasalhado, ao mesmo tempo desconfortável com aquela pessoa passando frio. Fiz meia volta e fui até o jardim. Tirei a japona e entreguei aquele homem. Não me recordo do que disse e, de fato, não interessa agora. Ele vestiu lentamente o agasalho e sorriu para mim.

- Obrigado! – disse ele.

- Boa noite! – respondi e voltei rapidamente para casa, estava bastante frio.

Aquela japona já estava na condição do seu chinelo, da sua xícara, do travesseiro do João. Embora satisfeito com minha boa ação, minha obsessão compulsiva, ainda latente, cutucava a atitude que tomei, não conseguiu bloquear o meu apego ao agasalho.

Inexplicável!!!



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O PASSADO (2)

Tenho pena das pessoas que vivem do passado porque são pessoas que não têm futuro. Isto é dolorosamente triste! Certo que as previsões para o futuro neste momento não são boas em nosso País, quero e acredito que vai mudar, assim tenho planos, muitos planos. O passado é uma âncora segurando o tempo. É triste e quase deprimente esta condição na qual algumas pessoas se inserem. Atravessam o dia, mas não tem amanhã. O passado não deixa. Acredito que muitas delas se deitam hoje querendo acordar ontem.

Minha crença em determinadas atividades paranormais são muita claras. Sou um crente no assunto, mas que fique mais claro ainda, crente sem participação ou dom para qualquer uma delas. Gostaria que uma destas paranormalidades me explicasse esta condicionante que determina a vida de certas pessoas: viver do passado. Isto para que pudesse aceitar de forma mais amena a convivência com estas exóticas personagens.

O fato de não entender estas posições é que, o que move alguém para frente é o que se pretende do futuro: os objetivos, os sonhos. Estas são as energias geradoras de vida à frente, são estes os apoios que nos dão mais vida e, bem mais que isto, vida melhor e mais longa. Vida com sentido, carregadas de perspectivas. É certo que algumas tentativas falharão. O que é bom é que, até que isto aconteça, estamos trabalhando uma ideia com um objetivo determinado. Agora, se falhar, teremos os outros objetivos ou sonhos. Sim, porque quem vive o agora com alvos lá na frente não se permite parar.

Parar, nunca!

Viver no passado, menos ainda!



terça-feira, 8 de agosto de 2017

DEIXA COMIGO! (2)

É comum ouvirmos a expressão: “Deixa comigo!”. Ouvimos em ocasiões as mais diversas. Pense um pouco e será possível ver imagens chegando. Naquele churrasco onde alguém sofre para acender o carvão e ouvimos: “Deixa comigo!”. Está ali o cara que vai acender em dois minutos usando a sua técnica.

“Deixa comigo!”, de certa forma, é de domínio público. É bom deixar claro que apenas com relação a expressão, pois a função tem o elemento juramentado.

Já reparou que existem pessoas que tem esta cara, este jeito do: “Deixa comigo!”. É impressionante, mas tem! Aí você dirá que a expressão não seria esta, mas sim: “O faz tudo!”. Não é bem assim. Veja que o “cara” é o outro. O “Deixa comigo!”, é o “cara”. Papo louco! Aliás, o “Faz tudo” está mais para um autônomo que fatura em cima do seu trabalho; o “Deixa comigo!” é free.

Assim podemos perceber a necessidade do “Deixa comigo!”, o cara que vem e resolve; que pega e finaliza; que faz porque faz.

Entretanto não é bem assim, no dia-a-dia a coisa é diferente segundo a minha visão distorcida das coisas. Se você é observador verá que o “Deixa comigo!” está sempre onde tem muita gente, ou seja: público. Parece que o “Deixa comigo!” tem um lado artístico que necessita de plateia para ativar seu sensor operacional. O botão que dá o start em sua apresentação: “Deixa comigo!”. Bota reparo na observação!

Assim, divagando sobre a inutilidade do tema para preencher este espaço e terminar a pequena crônica, cheguei à conclusão que deveria haver um curso intensivo para a atividade do “Deixa comigo!”. Seria interessante, pois ele estaria no rol da listagem de todas as festas, convenções e encontros afins. Veja a utilidade:

- Queimou a lâmpada! – diz alguém:

- Deixa comigo! – é o cara.

- Furou o pneu da Leonor! – ouvimos:

- Deixa comigo! – de novo ele.

- Preciso temperar estes bifes! – diz o Cláudio.

- Deixa comigo! – só pode ser ele.

Cheguei à conclusão que “Deixa comigo!” não é uma expressão e sim uma atitude.

- Então tá!


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

QUANDO EU MORRER (2)

Quando eu morrer não tragam flores
não façam silêncio ou rezas contritas.
Não poderei ver ou sentir odores
não ouvirei essas rezas aflitas.
Em vez de flores, tragam cervejas
repartam com quem estiver presente.
Riam de acontecidos, de fatos passados.
Desta forma estarão compartilhando este momento junto de mim,
comigo.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

TAIKO (2)

O som intenso atingia meu peito que vibrava junto dos pesados tambores. Era tão intenso que quase me balançava. Uma massagem terápica. Nada mais importava somente as repetidas pancadas, rítmicas e evolutivas. Em alguns momentos as baquetas desciam com toda a violência sobre o couro dos tambores. Os tocadores soltavam gritos que poderia entender como de guerra ou saudação. Deixo a mim o direito de optar entre um e outro. Como me percebia feliz opto pela saudação.

Duas flautas davam um momento de descanso ao peso dos tambores que arrefeciam, quase que gentilmente, dando passagem ao pequeno e delicado som. Permiti-me neste momento estar em algum lugar do Japão, em algum lugar no meu imaginário. Os músicos dançavam frente aos instrumentos e ao som suave das flautas. A cadência era marcada com suavidade esperando o momento de romperem em pancadas vibrantes e gestos frenéticos. Uma troca de atuação a todo momento.

Quase todos os participantes eram adolescentes, empolgados, vestindo o seu personagem dentro do grupo. Que bons caminhos escolheram para usar o tempo, que escola boa estão frequentando dentro da disciplina necessária a formação de um grupo coeso e aplicado. Que maravilha!

Foi possível ver entre os presentes a emoção aflorando em lágrimas que brotavam espontâneas, o peito rebatendo a vibração dos tambores os olhos lacrimejando ante o inesperado. Uma poesia através dos sons e da dança. A coreografia ia sendo alternada com as batidas.

Não sei qual foi o tempo daquela demonstração, sei que é impossível medir a emoção que aconteceu com todos os presentes.
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Taiko: sua origem parece ter ser iniciado na China, e sua mitologia se confunde com o folclore japonês.


terça-feira, 1 de agosto de 2017

OUTONAL II (2)

Entre 20 e 21 de Março e o seu término entre 20 e 21 de Junho se apresenta o Outono para nós. Aqui no hemisfério Sul, principalmente no Brasil, esta estação não tem as definições românticas dos Outonos no hemisfério Norte e no extremo Sul, quando as árvores mostram e demonstram de forma espetacular esta mudança. A comparação do Outono com a idade mais avançada tem lá suas semelhanças. É certo que para nós é a estação final. O fim das estações.

Fim da vida?

É qualquer coisa assim embora pense que não necessita ser tão drástica, mesmo porque nosso Outono pode ser longo e confortável. Principalmente útil. Acontecer na terceira idade é muito bom. Lamento por aqueles a quem a vida não permite, por uma série de razões, aproveitar este período. Temos em nossas mãos, quase todos nós, a capacidade de oferecer algo ao outro. Simples, bem simples assim. Não importa o que seja, não importa o valor ou quantidade. Importa compartilhar. Cheguei ao começo do meu Outono (Estou sendo pretensioso: começo?) e, de minha parte, tenho ainda que trabalhar para viver ou, para ter uma vida mais digna dentro do meu entendimento de digno.

É bastante comum minha filha ou meu filho ligarem perguntando:

- E aí pai, o que está fazendo?

Respondo com a naturalidade do que é natural:

- Trabalhando!

É assim, me ocupo para não ter tempo de pensar no que poderá acontecer a partir deste momento, mas me ocupo muito mais para preencher a dignidade que citei acima. Prefiro não ter tempo ocioso. Posso dizer: “Não tenho!”.

Desta forma, embarquei no meu Outono e por ele tenho navegado aproveitando com trabalho todos os meus dias.

Sou um privilegiado porque sou feliz assim!


segunda-feira, 31 de julho de 2017

GUARDE-SE DE SOFRER (2)

Guarde-se de sofrer que não é hora
Tudo em volta é luz e canto de pássaro
A manhã traz perfumes indescritíveis
Acalme-se.

Guarde-se de sofrer que ainda é cedo
As crianças menores somente balbuciam
E seus filhos ainda lhe darão mais netos
Aguarde.

Guarde-se de sofrer ao menos hoje
que o dia de hoje, será melhor
que o dia de ontem da semana passada.
Relaxe.

Guarde-se de sofrer a sua dor
que ela existe e permanece.
Ignore-a, evite-a
Esqueça.


sábado, 29 de julho de 2017

ONDE ENCONTRO? (2)

Muitos dos meus escritos, meus poemas, foram lidos nas pessoas que circulam neste meu pequeno universo e aqui transcritos. Nesta galáxia pessoal onde habito. Peço que me perdoem ao expor de forma tão simples, vidas tão intensas. Minha análise leiga jamais atingirá o todo. Sou, às vezes, o autor de suas vidas, sem a realidade de uma biografia autêntica. Apenas um leitor com pouco estudo que desconhecendo as palavras, cria adaptações do cotidiano alheio. Sem direção, sem roteiro, sem continuidade. Autoritário, pinço o que me interessa e desprezo o resto. O resto é o resto! Desculpe-me! Típico de quem se acha dentro de alguma representação artística: egoísta.
Transformo em profundo um gesto natural, ao mesmo tempo banalizo o todo. Pretendo assim, colocar você no grafite sobre o papel; no monitor com o teclado. O anônimo personagem do meu texto tem vida própria. Não aqui! Aqui mando eu! Quantas vezes me pergunto de quem é que falo afinal? Quem é o personagem desta inspiração? Não sei!

De alguma forma quero agradecer as deixas oferecidas. Deixe que agradeça por sua anônima participação, embora você não saiba e não consiga perceber-se aqui. Basta que eu saiba. Você está aqui!

Por isto: obrigado!