sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

NO CONFORTO PESSOAL

Cheguei a uma idade onde me permito escolher onde estar e com quem conviver. Fica comigo a nítida impressão de que estar em um local com pessoas com as quais não convivi não é confortável. Não temos assunto em comum. Podemos até ser conhecidos, mas se não convivemos por 50 anos ou mais, a reunião será formal e com urgência de acabar: enfadonha. Pode até ser chata. Não vejo finalidade.

Vai agregar nada a coisa nenhuma!

Não, não preciso mais disto. Estou liberto pela longevidade que estão alcançando os meus setenta e dois anos, prefiro estacionar onde estou bem. Ao longo dos anos vamos criando pequenos vícios que serão conflitantes com ajuntamentos de pessoas alheias a estes defeitos ou atitudes. Vamos ser discriminados e, consequentemente, fora do ambiente. Lugar onde não sei o nome das pessoas é estranho. Onde a maioria dos rostos é desconhecida. Parece que estou em uma fila para cinema. Vamos todos para o mesmo lugar, mas não sabemos quem é quem. Pelo menos nesta fila sabemos que a finalidade é assistir um filme, então não existe contato, é mantida a minha privacidade mesmo que em meio a uma multidão.

Minha misantropia se assoberbará neste grupo de pessoas, vou acabar me escondendo em minha carapaça protetora. Não estarei presente onde presente não me sinto. Não estive antes, assim não estou agora!

Chegar até onde cheguei me dá este direito. É uma forma de opção. Não é ofensiva, pois não tem esta direção, é apenas uma escolha livre e confortável para mim.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

SOU FELIZ NOVAMENTE

Não pretendo jamais
Ver a inconsequente
Que roubou minha paz
Que levou meu presente

Já sofri o que pude
Com você sempre ausente
Hoje mudo a atitude
Definitivamente

Outro amor encontrei
De presente ganhei
Incondicionalmente

Esqueci do teu rosto
E com tudo isto posto

Sou feliz novamente


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

PEQUENO POEMA UNIVERSAL

Andando sempre tão quietos,
são gatos pardos no muro
em altas horas da noite
que a noite tem aventuras.

E fazem a ronda e rodeiam
às voltas consigo mesmos,
são gatos que já passaram
no mesmo lugar em cisma.

Nestes volteios do mundo
que o mundo também volteia,
ficam as marcas do tempo
na cara de quem passeia.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

FÉRIAS

Sinto-me cansado.
Cansado demais.
Sobrecarga de cansaço acumulado
das promessas divinas...,
das juras de amor...,
de tudo afinal.
Cheguei ao cansaço terminal.
Adeus! Vou partir
numa longa e tediosa viagem
de descanso.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

É TUDO TÃO DOLORIDO

Seu rosto pálido
num corpo fúnebre
vai no cortejo
ser carregado.

E dou adeus
com olhos úmidos
que são meus olhos
quando tristonhos

E pego a alça
do seu caixão
e, solidário
vou carregando.

Pela alameda
e pelas ruas
chora uma irmã
onde eram duas.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

PREFERÊNCIAS

Alguém que passa a vida em solidão,
tendo alegria nesta orfandade,
não há de entender, nunca, a razão
do amontoado da comunidade.

Tal um camelo em circo, solitário,
preso a uma jaula em meio a multidão,
eu sou assim, tal qual o dromedário
sinto-me preso e observado então.



sábado, 17 de dezembro de 2016

VIAJANTE

Cansei-me do asfalto.
Vou galopar pela Via Láctea.
Brigarei com a Ursa Maior
depois, caio nos braços de Vênus.
Asfalto...cansaço.
Aquela faixa amarela,
faixa amarela,
faixa amarela.
Costuradas no centro da rodovia
parece-me uma das pernas
da calça do mundo.
Jeans do universo.
Tenho um sono doentio
contra as estradas.
Acorda!
Talvez 40G, talvez menos.
Vejo naquele topo um lago,
um lago fluído,
que não vira nada.
Desolando a paisagem
e sufocando o caminho
somente cana,
cultura, monocultura,
quilômetros e quilômetros.
Este rio já conheço,
aqui já pesquei
num Setembro primaveril
sem peixes.
Chego logo ao meu destino,
Que o meu destino é chegar
Do lugar onde estiver
Pra qualquer outro lugar.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

QUANDO NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

Eu te espero em mais um dia que se finda,
em mais um por do sol do náufrago amante
e na mistura de cores deste céu errante
prevejo mil amores e te espero ainda.

E nesta longa espera, sozinho, amargurado,
sinto o frio destas noites frias
que não são noites pois, sempre acordado,
não vejo noites, senão outros dias.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

MORTE

...Vi a folha da árvore. Seca,
amarelada e torcida,
no meio das folhas verdes.
Um verde quase ofensivo,
era o verde esquecido;
da oliva, do mar, qualquer um...
No momento em que eu olhava
a folha se despregou,
frágil, leve.
Caiu,
do verde de sua árvore
para o túmulo verde do chão.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

LÓGICA ABSURDA

Subindo rumo ao céu
lá vão os prédios
cada vez mais altos.
Andaime por andaime,
desenhando nos espaços vazios,
superpostos,
a concretinice urbana.


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

ECOS

Ecos ouvidos na noite.
De quem serão? Vêm batendo
pelas rochas estes ecos.


Serão os meus ancestrais
que moram longe de mim?

Será que em algum lugar
algum anjo do Senhor,
um tanto desavisado
começa a ressurreição?



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

PELAS RUAS

Vou pelas ruas
de paredes nuas
cheias de cantos e janelas.
O asfalto mole de sol
como o nosso corpo.
Retrato do desinteresse
faço coro com o mundo
que atola no desagrado
da própria incompreensão.
O semáforo abriu passagem
para todos os caminhos;
e eu, paro a olhar, abismado,
quanta gente tem aqui
vindas daquela calçada.
Fico intrigado e atento.
De onde sai tanta gente
que olhando não dá pra ver?
Parecem brotar do chão.
Deve ter sido aqui,
neste exato lugar,
que Deus criou a Eva
depois de inventar Adão.



sábado, 10 de dezembro de 2016

SOBRE UM VERSO

No terceiro verso
da segunda estrofe
tem um erro crasso
de acentuação.
Se foi erro gráfico
isto não importa
este ponto estático
não muda sentido.
Falha ortográfica
distrai o leitor,
culpe o revisor
que não viu acento.
Não culpe o poeta
pois faz muito tempo
saiu da escola
e anda se escondendo
e não quer voltar.
Ele tem um óculos
de velha receita
que lhe turva a vista
e sua oculista
já se aposentou.





sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A CULPA DE QUEM NÃO TEM

Trabalho e suor
resume a vida
do trabalhador

patrão repressor
apertando a lida
eterno senhor

criando o rancor
abrindo a ferida
aumentando a dor

mudando o valor
trocando a medida
o provocador

fará do feitor
a sua valida
no gladiador

que a massa em clamor
num gesto homicida
e exterminador

perdendo o temor
em louca investida
para o incitador

na arena do horror
daquela sortida
foi receptor

de todo o pavor
da raiva contida
do trabalhador.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

DOR E RAIVA

Nestes dias quentes de Verão,
quando o sol em sua plenitude
seca as águas todas do sertão,
vejo a terra como um ataúde
a engolir a vaca e até o açude
sob o olhar atento do vaqueiro,
que anda magro, seco e sem saúde.
Tudo que o rodeia é um necrotério
e sua mágoa é quase um reverbério
contra Deus que manda um sol coveiro
transformar sua terra em cemitério.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

DESESPERO

Uma dor, tão grande dor!
Sufoca, enlouquece,
e quanto mais sofro,
mais ela cresce.
Mórbida.
Única.
Prende-se a mim
como uma enorme túnica,
pérfida, sórdida.
Beija-me como um Judas,
e me agrada.
Oh! dor malvada!
Me deixe!
Sorte!
Me ajuda!
Por quê? Porque desta loucura?
Deste mal que não desgruda?
Faz tanto tempo que perdura!
Por quê?
Perdido o amor num mar de tédio,
não creio que haja então remédio,
o mal que tenho, não tem cura.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

PRAGMÁTICA

Percebo, às vezes, uma vida que não vejo;
que vive em volta de mim.
Nas minhas coordenadas tem mais gente
daquela dimensão paralela.
Negativos do passado, histórias sem fim
de toda história.
Mais um projeto da Divina Inteligência,
um filme que se passa e sempre.
Podemos agir com esta outra dimensão;
interagir, não!
Esta enciclopédia fantasmagórica
assusta aos desapercebidos,
enriquece a quem a usa.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

OFERENDA

Para Mário Quintana

Mais doce que o cantar do grilo
só mesmo o seu cantar.
Onde estava
que não ouvia os grilos?
Percebi, vagamente, os vagalumes
clareando a noite, mas...
grilos, não ouvi.
Perdi-me no universo
em aventuras
e até...acredite!
Nasci do ventre bojudo da Lua.
Na vastidão do Universo
inteiro
pobre de mim! Grilos não vi!
Vi, algumas vezes, os anjos e querubins,
que ficam nos átrios imensos das igrejas.
Tão sós,coitados!
E vi, cansado de amanhecer
o dia nascendo...
Vermelho de dor.
Mas...grilos não vi!
Mais doce que o cantar do grilo
só mesmo o seu cantar, Quintana.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

E EU TESO

- Te quero
Repondes:
- Não posso!
Pergunto:
- Porquê?
Se quero
apenas
você.
- É tarde
e em casa
me esperam.

Me iludo
pensando
que voltes.
Se voltas
não sei.
Quem sabe?!

E a roda
girando
circula.
É a vida
perdida
medida
sem pêso

E eu teso.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

ALUCINAÇÃO

Mistério no silêncio místico,
na última hora do morto
quando rezamos contritos.
...Se ele mexer os pés, já pensou?
Vai ser uma correria!...
E os círios ardendo, queimando sua alma
que se demorara em sair.
...Diabos! Esse cara não se toca,
fuça o nariz na frente da viúva!...
Que estais no céu,
santificado seja o Vosso nome
venha a nós o Vosso reino...
...Grande amigo, tanta gente ruim
e quem vai, podia ficar....
Um vento frio se faz presente.
Entraram quatro almas piedosas
e levaram a sua alma chamuscada.
...Será que ninguém percebeu?...
Rogai por nós que recorremos a Vós!
Aquele corpo vazio, matéria,
fotográfico...
...E quatro almas levando sua alma
se distanciavam.


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CIRCUNSTANCIAL

Há um barulho de riacho ao longe
sobressaindo-se ao sol
que se acomoda enorme no horizonte.
E a Lua, apressadinha,
vem fazendo fru-fru no tecido azul do céu;
enquanto vovó,
coitadinha,
dorme.


sábado, 26 de novembro de 2016

QUEM ME ASSUSTA?

Evito encontrar-me um dia
comigo mesmo, sozinho,
cara a cara, de repente.
Pelo menos, não tão cedo,
cedo assim, não! Eu não quero
encontrar-me tal como fui.
Penso até que neste dia,
será meu dia derradeiro.
Quatro círios estarão
acesos à minha volta.
Serei, assim, incognoscível
para os amigos e irmãos,
e muito mais para estranhos
que perguntarão baixinho:
"Quem era este homem?" E alguém
dirá: "Sei lá, não sei não!"
Naquele momento fúnebre
um padre estará dizendo
o necrológio final:
"Ele se foi desta terra,
sem nunca ter conseguido
consigo mesmo encontrar,
mas vai se encontrar com Deus
que nunca o atemorizou".


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

ANTÍTESE

Efêmera como este momento,
chuva efêmera!
Pranto que encharca a terra
e que lhe dá vida.
Enquanto tudo o mais acontece
no interior da terra,
onde frio e solidão
acomodarão meu corpo,
explode a vida na semente.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

PROVA

Ah! Como vibra meu coração!
Veja como bate!
Sinta como estou quente.
Escute neste silêncio
o barulho do meu sangue
a percorrer meu corpo,
e como é veloz!
Meu sangue que corre assim,
corre mais por você
do que correria por mim.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

DO DIA QUE ESTÁ ESCURECENDO

Acontece que tudo acaba.
Ao acabar transcende
e o que era medo, desconhecido,
se aclara.
Se compreende.

É a tragédia do acontecido.
Somos todos
vítimas de um destino só,
viemos de uma terra poeirenta,
para de novo nos tornarmos pó.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ESTRANHAS MÁGOAS

Preciso encontrar
pra tanto procuro
um porto seguro
no revolto mar.

E corre festeiro
o sangue mais forte
quando para o Norte
o brigue ligeiro

vai cortando as águas.
E sofro calado
sempre distanciado,
repleto de mágoas...

..que o porto que quero
...que o Norte esperado
é um peito magoado
igualzinho ao meu.


domingo, 20 de novembro de 2016

VOU FESTEJAR O NATAL

Subirei nesta árvore de Natal
como se fosse um duende.
Vou me olhar nestas bolas coloridas
e,
( Vejam, como estou barrigudo! )
balançarei nas fitas
deste pequeno pinheiro.
Então, ficarei extasiado
com o pisca-pisca multicor.
Nesta altura, estarei alegre
de champanhe.
Cairei dos galhos do pinheiro
em cima da mesa cheia de cartões.
Ficarei sem assistir à Missa do Galo,
desacordado a enfeitar esta mesa
e as crianças dirão:
- Veja, mamãe, um anãozinho
de barba branca dormindo!


sábado, 19 de novembro de 2016

LIBERDADE

Quando lembro o passado, a infância,
Meus irmãos, onde estão já não sei...
De meu pai, tão sério, que importância!
E a importância que a mamãe jamais eu dei.

Liberdade é o que queria, então pensava,
e o amor deixei, vivendo esta esperança,
e a vida deu-me um dia o que sonhava
fazendo troça, libertou-me por vingança.

E fiz de tudo um pouco neste mundo
pensando estar liberto e nada mais
e vi que liberdade era o que tinha
quando vivia em casa com meus pais.



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ESTA PEDRA

Um padre, comprou
de um frade esta pedra
que trago comigo
já de longa data.

Com preço dobrado
do tempo guardado
e afora o estrago
do estojo que embala
a pedra está pura
como foi colhida
nas grande pedreiras
do Norte do estado.

Do tempo de escravo
chicote e corrente
senzala e grilhões
o braço era tudo.
Com grandes martelos
e cunha afiada
pancada e pancada
e a pedra esperava
pra ser encontrada.


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

FULCRO

Densa expectativa rodeava,
angustiante e abafada
pelas portas e janelas
que abertas, pareciam fechadas.

Como se a morte estivesse
rondando a minha morada.

Morte de corpo não era,
estavam todos sadios.
O que acontecia então
a dar impressão de morte?

Como se a morte estivesse
rondando a minha morada

Até recebemos visitas
que nunca antes vieram;
empertigadas, solenes,
a espera do que velar.

Como se a morte estivesse
rondando a minha morada.

As flores estavam vivas
e os animais também
mas, alguma coisa no ar
deixava transparecer.

Como se a morte estivesse
rondando a minha morada.

Nada mais era igual,
sabor, cheiro nem tato.
E os olhos vítreos, além,
e o corpo inerme estavam.

Como se a morte estivesse
rondando a minha morada.

Era o amor que morria
no paroxismo da dor,
que a própria morte enganada
vinha uma alma buscar.

Como se a morte estivesse
rondando a minha morada.

Não deixe que morra o amor
para isto fique atento.
E essa graça hoje em dia,
em minha casa é velada,

Como se a morte estivesse
rondando a minha morada.


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

SOBRE 15 DE NOVEMBRO

É um feriado, mais um feriado no monte de feriados que o Brasil disponibiliza de forma inconsequente para um País que necessita produzir e criar empregos. Até a Dilma disse que o PIB negativo foi pelo excesso de feriados. Segundo a empresa de consultoria americana Mercer, estamos na sétima colocação no ranking mundial em feriados.

- Pô meu, estamos bem!

Dia 15.11.1889, Proclamação da República no Brasil. Tenho que admitir, é um feriado competente.

Pelo final da década de 1880 a monarquia estava uma quizumba, D. Pedro II doente, e o Marechal Deodoro querendo organizar tudo, demitiu o Conselho de Ministros e o seu Presidente. Com a ajuda dos republicanos à época, Deodoro assina um manifesto da Proclamação da República. Estava instituída! Três dias depois botaram a realeza a caminho da Europa.

As muitas razões que se somam ao fato do povo estar contra a realeza são lembradas aqui. Algumas importantes:

Dom Pedro queria que a hóstia fosse feita de tapioca e não de farinha de trigo. A Igreja estava contra, pois já se adiantava imaginando que seria pedido o uso de azeite de dendê nas unções. Uma heresia!

A classe média, que existia naquela época, queria porque queria começar os festivais de música popular e a realeza não permitia. Tinha jornalista com ideia de Pasquim na cabeça. Os estudantes queriam uma UNE. Os grupos musicais imploravam por alguma coisa como a Lei Rouanet. Tudo isto só seria possível com muita gente tomando conta de nada. Isto define de forma objetiva a situação atual.

A corrupção na corte era tanta que estava atiçando a criação da República de Curitiba. Curitiba que nesta data já era bem idosa nos seus 196 anos, mas não tinha um Sergio Moro. Aí... Demorô!

Os cafeicultores do Oeste Paulista queriam mais espaço na barganha política, ou seja, uma bancada na Câmara ou no Senado para garantir de vez a subsistência. Alguns visionários já percebiam a quebra da bolsa americana em 1929 (Com 40 anos de antecedência). Como os americanos eram os maiores compradores do café brasileiro iria sobrar para quem: para os cafeicultores. E sobrou! Então estar mamando nas tetas do Governo seria a solução ideal.

Com todas as explicações que consegui encontrar, justifico formalmente o feriado de 15 de Novembro. Tenho dito!

Viva a República!


terça-feira, 15 de novembro de 2016

SOBRE A INDIFERENÇA

Quando indiferente, não me envolvo, ninguém se envolve. Claro que por falta de interesse, descaso total, desdém. Definida a indiferença fica fácil.

Porque somos indiferentes a tantos assuntos ou pessoas e focados em outros? Razão simples: interesse.

O interesse empurra, a indiferença freia.

O interesse alavanca, a indiferença enterra.

O interesse mantém vivo, a indiferença mata.

É certo quando dizem que a indiferença é a arma mais letal para ferir alguém. É a situação em que o recebedor da indiferença sente a sua incapacidade de lutar contra. Não tem como! Não existem armas disponíveis. Esta atitude, do indiferente, pode ser um escudo de defesa em virtude de maus tratos recebidos. Pode ser estimulada em casa pelos pais nas suas atitudes que serão transmitidas pelo exemplo aos filhos. Quantos pais indiferentes entre si. Aí temos a escola para a indiferença dentro de casa. Grátis!

Vez por outra fomos indiferentes a alguém, não tem como. Posso dizer que até por distração agimos assim. Tenha absoluta certeza de que, por distração ou não, magoamos alguém. Este sentimento é uma ave de rapina com garras imensas. Li, em algum lugar que a indiferença fica próxima do abandono. Seriam sentimentos irmãos? Parece que se assemelham.

Você foi magoado por alguém, isto o torna indiferente àquela pessoa até que você consiga, de alguma forma, perdoá-la. Sim, é necessário um momento de superação para que você consiga deixar de ser indiferente com o outro.

É a reconciliação deste sentimento ruim que te envolve transformado em perdão.

Então... Perdoe!


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

SOBRE DEUS

Parece que Deus nos ofereceu o mundo como se fosse um presente. Embrulhado com perfeição para que o aproveitássemos da maneira mais correta possível. Não é assim que tem ocorrido.

- Deus existe?

- Para muitos não! – diz alguém.

- Para a grande maioria sim, Ele existe! – diz outro.

Os agnósticos, baseados em suas verdades filosóficas não acreditam na existência de nenhum ser divino. Para mim é um pouco incompreensível esta posição. Acredito que Ele exista independente de religião ou crença. Afinal: “De onde veio tudo isto que está neste universo todo?”.

Do nada?!

O Big Bang é a teoria mais aceita pelos cientistas para a criação do Universo. Aí, me incomoda a pergunta:

- Quem acendeu o pavio para explodir?

Eu mesmo respondo:

- Deus!

Como acreditar que do nada a coisa toda explodiu e se organizou de tal maneira que estamos aqui em busca de entender o que aconteceu.

A galáxia a qual nos inserimos é a Via Láctea que tem em torno de 200 bilhões de estrela (Eu disse bilhões!). Agora para pensarmos, existem 200 bilhões de galáxias. Vou parar por aqui. Quer dizer que alguém acendeu um pavio e ninguém sabe quem foi e tudo isto foi criado assim. Isto é piada!

O princípio de alguma coisa partindo de coisa alguma. Minha teoria revolucionária para justificar a ideia de um Deus presente.

É aquele que estava antes do princípio e estará depois do fim.


domingo, 13 de novembro de 2016

SOBRE A FELICIDADE

Amanhecendo, neste Domingo chuvoso, me vem à ideia a palavra felicidade, melhor, a dúvida sobre o que seria a felicidade. Afinal o que é felicidade? Penso que pode ser aquele ingresso para a Festa do Peão, em Barretos; aquele livro no Amazon, a Black Friday das Casas Bahia ou um tablet. Pode ser tanta coisa! Vem à lembrança a música “A felicidade”, de Tom Jobim, onde em certo ponto diz: “A felicidade do pobre parece a grande ilusão do carnaval...”. Será ilusão a felicidade? Ou é apenas ilusão a felicidade do pobre?

Meu nível de pensamento esta excludente porque a realidade é mais cruel, um prato de comida é muita felicidade almejada, um cobertor. Já pensou que pode ser um banho quente? O comum para muitos de nós é a felicidade para tantos outros. Sim, porque tem muita gente querendo estas pequenas e comuns situações de nosso dia a dia para estarem felizes. E, que diabos (!), temos tudo isto e vivemos dizendo que somos infelizes. Será que somos ingratos, mal agradecidos?

A subjetividade da felicidade é poderosa, indiscutível (Deixei aqui o espaço para intermináveis discussões sobre o tema!). Não pretendo cair nesta, desculpem-me. Os filósofos de plantão que busquem temas mais profundos que este para seus debates. Estou apenas querendo perceber o sentido da felicidade de uma forma geral na categoria dos iletrados.

A felicidade não cabe em 100% de nossa existência porque ela é de certa maneira manipuladora, exclusivista e atende a regras indefinidas. Assim você está ou não está feliz por alguns momentos. Vou mais fundo, não tem como o seu dia ser feliz; tem na verdade um dia que teve momentos felizes.

Se fosse feita a pergunta: “O que é felicidade para você?”, acredito que teríamos em mais de 90% das respostas as palavras: dinheiro, saúde e amor. Parece que escuto alguém me dizendo: “Pelo amor de Deus, isto é tão obvio!”.

- Você está se sentindo bem, contente? Você está feliz!

- Por quê? - É desnecessário saber, mas é fundamental estar feliz. Este feliz de felicidade. Básico. Definitivo!

- Chupa esta manga!

Deixe de nhem-nhem-nhem e vá ser feliz!


sábado, 12 de novembro de 2016

FUI!

- Então você foi àquela festa em 2011?
- Fui!

Fui: passado (Pretérito perfeito) do verbo ir, ou seja, um local onde você foi há algum tempo atrás.

A atualização da linguagem, mesmo que de forma torta, insere um novo sentido a um vocábulo ou verbo. É aquela sedimentação da palavra pelo uso contínuo embora inadequado que dará, de forma definitiva, este novo sentido. Vejamos:

-Fui!

Estou me despedindo de alguém. Estou dizendo “tchau”, “até logo”. Neste caso específico de despedida não caberia à substituição por “adeus”. “Adeus” soaria pesado demais, parecendo alguma despedida definitivamente definitiva. Fui claro? Parece que “adeus” se usa para longas viagens, para quem morreu ou para o ano que acabou. “Adeus” está démodé. Está?

A língua é viva e vai sendo adaptada ao gosto popular. Veja que quase todos nós já usamos o verbo ”fui” como expressão de despedida. Com certeza você também! É assim que acontece, alguém usa uma vez e de repente está disseminada a nova forma de despedir. Cai no gosto popular e aí... O Aurélio vai agregar ao seu dicionário na próxima edição.

- Cêmintendeu? Então tá!

- Fui!


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

DEPENDURADO SOBRE A IMAGINAÇÃO

Dependurado sobre a imaginação
trafego pelo desconhecido,
onde estão os caminhos mais lindos...
Estou em busca da Arca da Aliança
que se perdeu no tempo.
( A imaginação não depende do tempo. )
Atravesso nuvens robustas e macias.
Por momentos, sinto-me cair...
mas esta nave maravilhosa novamente me apanha.
Estou em busca do Paraíso,
o Éden,
elo de ligação de dois tempos.
Passo sobre a terra dos primatas,
trogloditas descobrindo o fogo,
e eu em busca da chama Eterna,
dependurado sobre a imaginação.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

INQUIETO E SOBRESSALTADO

Inquieto e sobressaltado
assim estou.
Um raio de sol fugiu,
raiozinho alegre e festeiro
escafedeu-se.
Ficou frio o seu lugar,
invernou o danado,
defenestrou-se por esta estação,
quem sabe, para sempre.
Quando voltar, se voltar,
certamente não será o mesmo.
Penso até ser melhor
que o raiozinho não volte,
vou guardá-lo como era.
Como será não importa!
Que saudade!


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

NA PRAÇA DA CATEDRAL

Na praça da Catedral
tem Catedral
e cocô de andorinhas.
E pardais e andorinhas,
pombas-rolas e rolinhas
fazem o centro da cidade
bucólico ao fim do dia.
Soma-se a isto um bêbado,
etilicamente confortável
aguardando a evaporação dos seus sonhos.

Velhas árvores da praça da Catedral,
há tanto tempo romperam
as cascas de suas sementes.
Sim! Faz tanto tempo!
Como tantos de nós rompemos com nossa
infância
e ficamos adultos e infelizes.

Estão reformando a praça.
Tomara que não tirem aquele banco
daquele casal de namorados;
que depois é usado
por um viajante,
um corretor,
uma costureira,
um desiludido,
um aposentado
e pelos necessitados.
Quantos necessitados de um banco!
Não tirem os bancos da praça
ao menos em respeito ao bêbado.

Na praça da Catedral
tem Catedral,
lago de peixes,
lago sem água
onde nos dias de calor,
os meninos que não cheiram cola,
nadam.
Ponham água no tanque dos meninos
e deixem os peixes
morrerem onde nasceram.

Na praça da Catedral
tem Catedral.
E ponto de táxi,
e ponto de encontro,
e ponto de ônibus,
e ponto de fumo,
e ponto de feira hippie-política-cultural,
e ponto de garapeiro
e pronto.

Na praça da Catedral
tem Catedral.
Vai lá!


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

VOVÓ LILI

Dedicado a minha querida avó


Vovó a balançar na rede
De pé, imagine só!
Sim, pra lá e pra cá balança,
parece uma equilibrista,
Mas é somente vovó
Vestidinha de criança.

Vovô olhava vovó
Com ar de reprovação
E o coração apertado.
Porém de nada adiantava;
Quando vovó resolvia,
Vovô não a segurava.

E até que ela parasse,
Daquela rede descesse,
Vovô dizia consigo:
-"Lili, Lili, o que eu fiz?"
E balançando na rede
Vovó fez vovô feliz.


sábado, 5 de novembro de 2016

UMA ONDAZINHA DE BORDA BRANCA...

Que vinha e voltava
Trazia mensagens
Envolta em miragens
Que o mar enviava.

Trazida na onda
Foi arremetida
Na praia perdida
Onde o mar estronda.
Pequena sereia
Que olhava espantada
Muito atordoada
Parada na areia.

Olhei encantado
O presente que via,
Saber que existia
Só havia escutado

Outra onda chegou
E a sereiazinha
Na onda se aninha
E pro mar voltou

Na ondazinha de borda branca...


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

TÃO FÁCIL

Se estás a procura
Do amor nesta vida,
Procure querida,
Encontre a ternura.

O amor está perto
De toda mulher.
É só escolher,
Escolha o que é certo.

Já te ofereci
O que já vivi
Pra que fosse seu

E vives sozinha.
Seu sonho, tolinha,
Seu sonho era o meu.


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

PEDAÇOS DE VIDA

Este ano está passando rápido demais. Mês de Novembro começando e me parece que Janeiro foi ontem. É sempre assim, estamos a todo tempo nos encontrando no mês que não era esperado, no dia errado. Mesmo assim, de repente o susto:

- Meu Deus, o Natal é no mês que vem!
- Pior, - responde alguém – mês que vem se encerra o ano de 2016.
- Já pensou!

Esta é a conversa repetitiva de todos nós, em todos os anos, a vida inteira. Não, não vai mudar!

Nestas pequenas conversas leves e repetitivas é que a vida se constrói. São os começos de assuntos outros como para saber da família e dos amigos.

- Seu pai como vai?

- Você não soube? Morreu há três meses.

- Meus sentimentos meu amigo, e sua mãe?

- Vai levando dentro do possível. Esta entrando em depressão, a solidão era estranha a sua vida e entrou sem avisar.

- Cara, tem hora que somos pegos na contra mão desta vida e trombamos com estas situações que não queremos, não esperamos, mas inevitáveis.

E mais:

- Maria, você está grávida?

- Com a barriga que estou, ou estou grávida ou cheia de gases.

- Maria, seu humor não muda mesmo. Que bom!

- Se não brincar eu choro, pois estou vomitando de quatro a cinco vezes ao dia. Parece receita médica!

- Já, já isto passa, é só no começo.

- Acontece que estou de sete meses. Se isto é começo meu nenê vai nascer daqui dois anos!

Joana, a amiga de Maria teve um frouxo de riso, daqueles em que rimos descontroladamente pelo inusitado do momento.

Nestes contra pontos da vida vamos nos assustando com o mês em que estamos, com a alta do custo de vida, com o calor que não termina.

É bom! Estamos vivos!


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

CONFORTO

Nuvens pesadas são dores
São nuvens cheias de pranto
É tanto que não sei quanto
Este cinzento de horrores

É dor em cima de dor
Arrastando lentamente
Este sofrer insistente
Este cinzento de horror

Até que tudo termina
Começa com chuva fina
É assim que o choro inicia

Enfim um pranto pesado
Que lava a dor e o pecado
E o peso da alma alivia.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

PARA SEMPRE

Será que cairão do céu as estrelas hoje?
Estarão meus olhos frios como o diamante?
Que importa!
Se do meu lado estiveres.

E quando o tempo passado
Por nossos corpos
Nos envelhecer,
Pouco importará a foice da Morte
Se fui feliz.
Jamais pedirei um dia a mais sequer,
Porque desde o dia em que a conheci,
A partir daquele momento, eu sei,
Vivi tão intensamente os dias
Que nem mesmo a Morte poderia
Apagar da tua lembrança o amor que te dei.
E sei que me amarás quando me for para a eternidade,
Porque da eternidade, onde estiver, mais te amarei.



domingo, 30 de outubro de 2016

PROGRESSO

Neste tempo de queimada
Tudo é sujo.
Além de queimada, vento.
E quando chove, a chuva é preta
Das cinzas dos canaviais.
Entre as cinzas dos canaviais
Vivem os boias-frias
E as donas de casa
Que varrem e amontoam
O progresso da região...


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

CAFÉ – “coffea arábica”

Levantei-me para tomar um café e me peguei pensando: “Quando e como o café chegou ao Brasil?”. A indagação me trouxe outras curiosidades a respeito do nosso cafezinho. Tem muito mais a ser visto a respeito além da minha resumida transcrição abaixo. Bendita internet que facilita as nossas pesquisas.

O café chegou ao Brasil em 1727. Quem trouxe foi o Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, que o enviara à Guiana Francesa com essa missão.

O folclore brasileiro rendeu muito com o café, dizem que traz sorte:

· Beber café na xícara do marido.
· Emprestar café no dia de sexta-feira.
· Para a noiva ser feliz no casamento, a primeira peça do enxoval deve ser um coador de café.
· Se o café quente cai por descuido na roupa (principalmente se for branca), traz sorte.

Da mesma forma dizem que dá azar:

· Moça que derruba o bule de café no chão não casará.
· Torrar café no dia de domingo.
· Jogar um pouco de café atrás da porta espanta a visita.
· Se o café for torrado por uma pessoa com coração ruim, ele não rende e fica ruim.

Alguns benefícios do café para a saúde:

· Ajuda a melhorar a respiração se ela apresentar algum problema.
· A cafeína aparece na composição de muitos analgésicos, pois ajuda a amenizar dores.
· Alivia principalmente dores de cabeça e trata crises de enxaquecas.
· Controla um pouco as alergias.
· É muito utilizado para controle de peso.
· Aumenta o estado de alerta das pessoas.
· Apresenta propriedades antioxidantes.

Além das músicas abaixo, existem muitas outras:

João Donato – “Café com pão”
Roberto Carlos – “Café da Manhã”
Chico Buarque – “Cotidiano”
Marisa Montes, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown – Não é fácil”.

No repertório internacional uma infinidade de composições onde o café é o tema principal.

Encontrei este pensamento do poeta Mario Quintana: “O café é tão grave, tão exclusivista, tão definitivo que não admite acompanhamento sólido. Mas eu o driblo, saboreando, junto com ele, o cheiro das torradas-na-manteiga que alguém pediu na mesa próxima”. Na poesia de Manuel Bandeira, “Trem de ferro”, o café faz parte da composição.

Um pouco de humor com café. Em uma conversa com Lady Astor, Churchill foi mais que irônico.

“Lady Astor:
Se eu fosse casada com você, colocaria veneno no seu café.
Ao que rapidamente Churchill respondeu:
Se eu fosse casado com você, eu o beberia.”

Claro que me interessei por encontrar livros sobre o café. Veja alguns:
Mário Souto Maior publicou “Alimentação e Folclore”.
Marina de Andrade Marconi publicou “Folclore do Café” e
Mário de Andrade, “Café”.

Não era nada disto que pretendia, estava apenas necessitando de um café. Saboreá-lo acompanhado de um cigarro. Quieto. Aproveitando o momento para ver a vida ao redor. Para verificar que estou vivo olhando o verde que enche meus olhos. Ouvindo e tentando descobrir qual pássaro está cantando. Olhando o pote de água dos cachorros para conferir a quantidade. Não percebemos, devido à alta umidade deste tempo chuvoso, mas os ventos ressecam as plantas dos vasos que, em algum momento mostram as folhas ressentidas. Vou molhar!

Desta forma o café, tomado aos goles vai se acabando.

Apago o cigarro após a última tragada e volto as minhas atividades.

Muito bom um cafezinho!



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

SOBRE A EDUCAÇÃO

Pouquíssimas pessoas tem a capacidade completa de juntar e transmitir: o saber, a palavra, a didática e a eloquência.

Saber, que se refere ao conhecimento o mais abrangente possível; a palavra, repositório de termos que socorrem absolutamente no discurso; a didática, a maneira de transformar todo este saber e entendimento das palavras de forma clara e a eloquência, que pode ser substituída pela oratória ou retórica.

É possível acrescentar aqui o gestual, a expressão corpórea como complemento. De fato, um complemento importante e significativo. Existe aquele momento em que o gesto correto, juntando-se a palavra, finaliza de forma maravilhosa a ideia proposta.

Divagando sobre o assunto, penso que estas capacidades deveriam ser exigidas dos professores. Aquele que vai ensinar teria que ter a sua disposição o aprendizado que o levasse a estar inserido dentro destes conceitos acima. Professores com estas capacidades não teriam alunos dispersos, desinteressados, faltosos. Ao contrário, professores como estes trariam de volta o interesse dos alunos no estudo. Trariam os alunos para dentro das classes.

E existem professores assim?

Sim, muito poucos, mas existem. É lamentável porque a Educação em nosso País anda despencando ladeira abaixo. São estes poucos e abnegados professores que conseguem perceber, intuitivamente, a necessidade de passar não apenas o conhecimento em si, mas principalmente o despertar do interesse no aluno. Isto é conseguido pelo lado motivador deste mestre e é aqui, na motivação, que o bom mestre se mostra. Estes excelentes professores cursaram o mesmo ensino dos outros, porque a diferença tão grande na forma de transmitir? Simples: Um quer ensinar o outro precisa ganhar o pão de cada dia. O motor que move o primeiro tem mais potência educadora, melhor: Tem toda!

No detalhe: os dois ganham o mesmo salário.